Quero empreender! Como saber se tenho perfil para ser franqueado?

O sucesso da franquia está diretamente ligado ao perfil de comportamento e capacidade de gestão do franqueado, por isso, antes de decidir investir em modelo de negócio, que opere através de franchising o mais importante é avaliar se seu perfil é compatível com de franqueado.

Cada rede de franquia tem as suas peculiaridades e pra isso a análise da viabilidade de negócio deve ser a partir da sinergia entre o seu perfil e o perfil de franqueado ideal da marca escolhida. Para isso listamos abaixo alguns pontos críticos que devem ser questionados no momento da escolha de empreender por marca própria ou através de uma rede de franquias:

1) Você gosta de lidar com PESSOAS? Impreterivelmente e independentemente do tamanho do seu negócio, você terá contato diário e terá que fazer gestão de pessoas. Além, óbvio de ter contato com cliente. A gestão de pessoas é um dos grandes desafios dos franqueados. Pois o resultado do seu negócio é feito através do seu time.

2) Já teve experiência anterior com atendimento na área comercia ou de atendimento e RELACIONAMENTO COM CLIENTE? Entender seu perfil comercial, pode ajudá-lo a fazer a escolha correta e ainda a complementar o seu perfil no momento da escolha do seu time. Algumas franquias exigem um maior esforço na área de vendas e de atendimento ao cliente.

3) Tem afinidade com a repetição de MODELO? Gerir uma franquia está mais ligado à excelência em execução do que inovação propriamente dita, pois você estará ligado em alguns aspectos a decisão da franqueadora. Por exemplo, ao mix de produtos comercializados e uso de marca.

4) Possui capacitação/experiência mínima necessária para GESTÃO DO MODELO? Franquia é um modelo de negócio que deu certo, mas ainda não é receita de bolo infalível. Então, é muito importante que o franqueado tenha habilidade de gerir seu negócio. Mesmo não tendo o konw-how do segmento, a experiência em gestão de pessoas, financeira, de processos, e algumas características de comportamentos podem fazer a diferença na curva de desenvolvimento da franquia. Pois ser um bom empreendedor não é a mesma coisa que ser um bom gestor. Divida as suas dúvidas com a franqueadora, faça perguntas relacionadas a perfil de franqueado de sucesso. Hoje, existem testes que identificam o perfil de competências comportamentais (DISC, PI, etc.), se você não conhece as suas, pode ser uma boa maneira de começar.

5) Tem afinidade com o SEGMENTO DE ATUAÇÃO? Você se imagina vivendo e respirando esse negócio todos dos dias? Ter sinergia com a principal atividade do negócio é fator determinante. Pois acreditar no modelo e no produto é ponto de partida para uma trajetória de sucesso.

Se a sua resposta foi sim, para a maioria das perguntas, você pode dar os primeiros passos ao processo de análise de franqueamento de uma marca. No entanto, se as suas respostas foram não, sugerimos que você capriche na identificação do modelo de franqueado de sucesso da rede na qual você está escolhendo. Pois após essa auto avaliação, ter mais claro qual é o seu perfil de franqueado vai facilitar o início do seu desenvolvimento. Vale lembrar que que o mais importante que o aspecto financeiro é buscar uma franquia adequada ao seu perfil, pois você terá que operar esse negócio e se não tiver as características e competências básicas, pode comprometer o desempenho e mais ainda o seu sonho em tornar-se um empreendedor de sucesso.

Fabi Nunes - NAU25 - Mentoring em Franchising e Empreendedorismo 

Fonte: terra.com.br

As lições de um dos maiores líderes globais em inovação

Em entrevista da Um Brasil antecipada para EXAME, Hirendra Patel diz que empresas brasileiras hesitam em ser pioneiras e que dinheiro não é problema

 

São Paulo – Democratizar a inovação é possível e não depende de dinheiro: estas são algumas das lições básicas de Hitendra Patel, uma das autoridades do mundo no assunto.

Descendente de indianos e nascido na Zâmbia, Patel dirige o IXL Center e o programa de Inovação e Crescimento da Hult International Business School.

Ele veio ao Brasil recentemente para uma conferência e gravou um vídeo para a plataforma Um Brasil.

Sua relação com o país já completa mais de duas décadas e ele diz que sempre se impressionou com o empreendedorismo, a criatividade e a resiliência dos brasileiros diante de uma economia volátil.

Mas citando o trabalho que fez em lugares como Braskem, Bunguee, Natura, Vale e Havaianas, Patel vê como preocupante a hesitação das grandes empresas brasileiras em serem as primeiras a fazer algo.

“Existe uma mentalidade de querer ser global, outra de ser melhor que os competidores, mas a principal mentalidade, que é um desafio para o Brasil, é que poucos dos empreendedores ou inovadores destas empresas querem ser pioneiros. Eles sempre perguntam se alguém já fez antes.”

Uma de suas ideias é que a inovação pode ser democratizada, pois hoje é muito mais importante integrar tecnologias do que criá-las do começo.

Patel nota que Apple e Facebook só empacotaram de forma atrativa o que já havia sido criado antes. Ele também cita Israel e países do Leste Europeu, como Hungria e República Tcheca, como lugares onde isso acontece:

“São líderes em TI, no desenvolvimento de aplicativos, Skype, todas essas tecnologias vêm dessa região. Como eles fizeram? Eles não criaram nenhuma tecnologia de base. Mas eles as integraram.”

O papel do governo seria definir uma visão estratégica, simplificar os processos e sair do caminho. Ele diz que impostos, burocracia e a dificuldade para demitir são alguns dos obstáculos do Brasil nesta área.

Ainda assim, ele considera “perigoso” a moda recente em muitos países de querer criar uma “cultura de startups” porque fatalmente muitos irão fracassar.

Ele diz que muitos empreendedores tem boas ideias mas não sabem fazer funções básicas de uma empresa como criar uma equipe e manejar o financeiro “e estamos investindo neste pessoal, quando deveríamos investir nos mais experientes.” A falta de dinheiro também não seria uma barreira intransponível:

“As pessoas inovadoras encontram soluções sem o dinheiro. Os não inovadores pensam que dinheiro resolve tudo. Ou seja, a escassez nos faz pensar diferente e faz buscar soluções diferentes. Dinheiro na realidade é um problema. Com o dinheiro você acaba acomodado e o desperdiça para encontrar soluções. Sem dinheiro, você então buscará parceiros e alternativas e é assim que a inovação surge.”

 

Veja a íntegra da entrevista feita para a plataforma multimídia Um Brasil, uma iniciativa da Fercomercio, e antecipada com exclusividade para EXAME.com:

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