Começa em SP feira de franquias com 400 marcas; há negócios por R$ 7.990

Começa às 13h desta quarta-feira (26) a 28ª feira de franquias da ABF (Associação Brasileira de Franquias), em São Paulo, com cerca de 400 expositores. É uma oportunidade para quem quer abrir um negócio no sistema de franquia. Veja aqui opções de 12 negócios com investimento de R$ 7.990 a R$ 100 mil.

Entre marcas conhecidas, estão Calçados Bibi, Domino's Pizza, Paris 6 Petit, Ragazzo e Tramontina.

Há outras marcas menos famosas, como Completa Telecomunicações (operadora de Internet das Coisas especializada em condomínios e condôminos), Padaria Pet (petiscaria e confeitaria para cães e gatos), Terça da Serra - Residencial Sênior (hospedagem e day care para idosos) e Só Multa (consultoria de direito de trânsito).

A feira vai até sábado (29), no Expo Center Norte, em São Paulo. O ingresso custa R$ 80 (R$ 70 para quem comprar online) e dá direito aos quatro dias do evento.

Antes de comprar uma franquia, veja algumas recomendações de especialistas, como não investir todo o seu dinheiro no negócio e ler atentamente a Circular de Oferta de Franquia (COF), uma espécie de raio-x da empresa. Tome cuidado também com franquias de baixo valor. Especialistas alertam que um risco comum é o franqueado se tornar, na prática, um vendedor dos produtos da franqueadora, e ainda pagar taxas altas para isso.

Serviço:
28ª ABF Franchising Expo
Data: de quarta-feira (26) a sábado (29)
Horário de Funcionamento: de 26 a 28, das 13h às 21h, e dia 29, das 11h30 às 18h30
Local: Expo Center Norte - Pavilhões Branco e Azul (rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme - São Paulo)
Ingresso: R$ 70 (online) e R$ 80 (bilheteria). O ingresso dá direito a acesso aos quatro dias do evento.
Mais informações: www.abfexpo.com.br.

Franchising cresceu em 2019, foram 7% neste 1º trimestre e com destaque para alguns segmentos

A ABF divulgou a Pesquisa Trimestral de Desempenho, e mostrou que o franchising cresceu em 2019.

O estudo mostra que o setor cresceu 7% no 1º trimestre de 2019, com um ritmo mais intenso se comparado ao mesmo período de 2018, que foi de 5,1%.

Se considerarmos os últimos 12 meses, o crescimento foi de 7,5% (variação de R$ 165,190 bilhões para 177,545 bilhões).

“O cenário se mantém complexo, mas dois fatores contribuíram com o desempenho do setor.

O ritmo mais forte de expansão em 2018 e de janeiro a março de 2019 – associado a definição do quadro eleitoral e a um mercado de trabalho desaquecido – e alguns movimentos positivos no varejo alavancados por um consumidor menos retraído”, afirma André Friedheim, presidente da ABF.

“O crescimento do setor reflete também os ajustes realizados pelas redes nos últimos três anos, principalmente a busca por mais eficiência, o desenvolvimento de modelos de negócio mais enxutos e a diversificação de canais de venda, linha de produtos e consumidores”, completa.

Segmentos em destaque
O setor que mais se destacou no primeiro trimestre foi o de Casa e Construção, com um crescimento de 12,9% no seu faturamento na comparação com o mesmo trimestre de 2018.

O resultado é fruto de uma taxa de expansão em unidades de 7,4%, além do aquecimento de área de reparos e melhorias nos imóveis

Em segundo lugar está o segmento de Serviços Automotivos, que cresceu 12,7% no mesmo período.

A alta foi impulsionada pela recuperação do mercado automotivo de uma forma geral, com recordes de vendas de veículos novos e também com o crescimento de aluguéis de carros.

Comunicação, Informática e Eletrônicos cresceu 9,7%, com destaque por conta de serviços de manutenção e reparo de eletroeletrônicos e de marketing e design digital.

Serviços e Outros Negócios aumentou 9,6%. À exemplo dos trimestres anteriores, foram as franquias de logística e serviços administrativos que alavancaram o resultado

Saúde, Beleza e Bem Estar voltou ao grupo dos segmentos que mais crescem, com uma taxa de 9,2%, com uma expansão em unidades de 6,7%.

O crescimento mais intenso das óticas e dos serviços médicos e odontológicos alavancaram este desempenho.

Mais lojas e empregos
A pesquisa mostra que o franchising cresceu em 2019 não só no faturamento, mas em número de unidades e empregos gerados.

O país tem atualmente 156.693 unidades de franquias.

Avaliando a abertura e fechamento de lojas, o estudo apontou uma variação positiva de 2,5%.

Houve também um crescimento de 2,05% no número de empregos diretos de franchising, totalizando 1.325.844 trabalhadores.

A volta dos shoppings e a tendência Home Office
Depois de alguns anos de queda, cresceu a participação dos shoppings enquanto local do ponto de venda, passando de 21,5% em 2018 para 24,9% em 2019.

Outra tendência registrada nos últimos anos foi o crescimento dos pontos alternativos.

Trabalhar de casa segue como uma opção para muitos e, por isso, o home office se destacou, passando de 4,9% em 2018 para 6,7% em 2019.

Em termos de modelo de operação, houve um crescimento expressivo dos quiosques (de 6,5% em 2018 para 8,6% em 2019), mas outras modalidades alternativas tem participações relevantes como é o caso de Home-based (6,0%) e Atendimento à Domicílio (2,1%).

Franchising na Transformação Digital
Pela primeira vez, a ABF perguntou as redes a respeito de sua estratégia de e-commerce.

61,1% delas afirmaram que utilizam as vendas online como canal (esse valor em 2018 era de 42,3%), sendo que em 48,1% delas os franqueados participam (contra 30,1% em 2018).

O formato de participação dos franqueados predominante é a de comissão sobre as vendas (79,2%), seguido de loja virtual do franqueado (9,1%) e app de delivery (7,2%).

“Esses dados são bastante reveladores e mostram que o franchising brasileiro está se adaptando a transformação digital.

Porém, precisamos ir mais fundo.

Por exemplo, a retirada em loja franqueada de produtos adquiridos no e-commerce, uma grande oportunidade, é adotada apenas por 0,9% das redes”, afirma André Friedheim.

Os franqueados multimarca (ou seja, que geram mais de uma unidade de mais de uma marca) apresentaram maior estabilidade, com 40% das redes afirmando que tem franqueados com este perfil em 2019 (contra 43% em 2017), sendo que na quase totalidade dos casos os franqueados trabalham com de 2 a 4 marcas.

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