Nova lei das franquias exige que redes sejam mais transparentes

Nova lei das franquias exige que redes sejam mais transparentes

A partir do fim de março, marca terá que fornecer mais dados a interessados em investir no negócio

A partir de 26 de março, começam a valer novas regras para a atividade das franquias no Brasil. O objetivo é aumentar o grau de transparência entre o franqueador e seus franqueados.

A nova lei substituirá a antiga legislação, de 1994. Uma das alterações mais importantes é o acréscimo de informações que a rede precisa fornecer na COF (circular de oferta de franquia), documento que apresenta o negócio para os interessados.

Já deveria constar na circular, segundo a norma antiga, uma lista com o contato de todos os franqueados e também daqueles que saíram da marca nos últimos 12 meses. Agora, esse prazo foi estendido para dois anos.

O documento também deverá apresentar as regras para sucessão na franqueadora, as condições para renovação do contrato e as situações em que há aplicação de multas ao empreendedor, bem como os seus valores. A COF terá que explicar como funciona a concorrência na franquia —por exemplo, se outras unidades poderão ser abertas próximas à do franqueado ou se ele terá preferência, caso a rede decida inaugurar um ponto na região.Esse esclarecimento trazido pela nova lei é positivo, de acordo com a advogada Karina Penna Neves, sócia da Innocenti Advogados. Isso porque questões ligadas à concorrência são hoje a maior causa de conflitos entre franqueador e franqueado, diz ela.

O documento deverá informar se, em caso de disputa entre as duas partes, a Justiça comum será acionada ou se a questão será resolvida por arbitragem (forma de resolução de conflitos que não passa pelo sistema Judiciário).

"A nova lei exige que a relação entre franqueador e franqueado seja mais transparente, de forma que a rede se exponha mais", diz Ana Vecchi, consultora empresarial especializada em franquias.

Já era exigido que a COF indicasse, entre outros pontos, as ações judiciais que citassem a empresa franqueadora, o histórico do negócio, seu balanço financeiro e os custos iniciais de operação —tudo isso permanece igual. Ler o documento com cuidado antes de assinar o contrato com a marca sempre foi essencial para que o empreendedor avalie se deve ou não investir no negócio. Agora, o empresário poderá tomar uma decisão mais bem fundamentada.

O dentista Cheong Kuo Cheng, 38, dono de uma unidade da rede de clínicas odontológicas Orthodontic, ressalta a importância do documento para quem tem interesse em adquirir uma franquia. "A leitura da COF foi importante para a minha decisão de entrar para a rede, porque ali são colocadas as regras do jogo", afirma.

Dono de dois restaurantes da marca Montana Grill, o empresário Alex Piton, 35, aponta que também é fundamental para o interessado consultar o balanço da companhia e procurar franqueados. "Não tem outra forma de saber o que está acontecendo no dia a dia do negócio", diz. Quem quer abrir uma franquia tem que esperar ao menos dez dias após o recebimento da COF para assinar contratos ou fazer pagamentos. Se a marca mentir ou omitir dados, o empreendedor tem direito de receber de volta o valor investido.

A nova lei também deixa claro que não há relação de consumo entre a rede e o franqueado. De acordo com Fernando Tardioli, que é diretor jurídico da ABF (Associação Brasileira de Franchising), havia casos em que o empresário que adquiria uma franquia entrava com ação contra a companhia alegando o direito de arrependimento, previsto no Código de Defesa do Consumidor.

"Como se a franquia fosse um produto que ele tivesse comprado, não um negócio no qual decidiu investir", afirma. A lei também ressalta que não há vínculo empregatício entre os funcionários de uma rede e o seu franqueador.

Como explica a advogada Karina Penna Neves, a jurisprudência já reconhecia a ausência de relação de consumo e do vínculo trabalhista, mas o resultado dependia da interpretação do juiz sobre cada caso, o que representava um risco. Antes de ter seus restaurantes, Alex Piton também foi franqueador e passou por apuros quando um franqueado o colocou como coparticipante nas ações trabalhistas que vinha sofrendo.

"Você tem que colocar advogado no caso, tem conta bloqueada. É um custo alto para se defender de algo que não tem nada a ver com você", afirma ele.

Outra novidade na lei é o reconhecimento de que a marca pode alugar um ponto comercial e sublocá-lo ao seu franqueado. No caso de Cheng, a sublocação o ajudou a viabilizar a sua clínica. Isso porque seu contrato com a Orthodontic previa a entrega de um espaço já montado, pronto para funcionar, no local escolhido pela franqueadora. Ele paga o aluguel à empresa. A sublocação é uma prática comum, mas exige cuidado por parte do empreendedor.

"É preciso avaliar as suas condições. Pode ser que a marca esteja ajudando o empresário a entrar para a rede e a garantir o melhor ponto comercial, mas também pode ser que ele tenha a intenção de, depois, tomar o ponto para si", afirma a consultora Ana Vecchi.

 

O QUE MUDOU
COF A circular de oferta de franquia deve ter mais informações, incluindo a lista de franqueados que saíram da rede nos últimos dois anos, as condições de renovação de contrato e as regras de concorrência entre os franqueados e as unidades da franqueadora

  • Sublocação É permitido à rede alugar um ponto comercial e sublocá-lo ao franqueado. O valor cobrado pelo aluguel não pode inviabilizar a operação do empreendedor
  • Vínculo trabalhista Fica expresso que não há vínculo entre a marca e os funcionários dos franqueados. Também não há relação de consumo entre a rede e os seus franqueados, ou seja, a franquia não é considerada um produto que foi adquirido
  • Arbitragem Problemas entre a franqueadora e seus franqueados poderão ser resolvidos por arbitragem, e não pela Justiça comum, caso isso conste no contrato

Fonte: Folha

Os impactos do Marco Civil do Franchising no sistema de franquias brasileiro

Os impactos do Marco Civil do Franchising no sistema de franquias brasileiro

O ano estava quase acabando e o Marco Civil do Franchising, em discussão já há alguns anos, foi promulgado pela lei nº 13.966. A nova legislação tem como premissa garantir mais informações a franqueados e candidatos a franqueados, dando ainda mais transparência às relações de franquia empresarial – um princípio, vale ressaltar, já consagrado na Lei do Franchising, em vigor desde 1994. Por mais de 25 anos a Lei do Franchising garantiu que informações essenciais do sistema de franquia de um franqueador fossem divulgadas previamente aos candidatos a franqueado antes da assinatura do Contrato de Franquia.

As grandes conquistas da nova legislação, portanto, não estão nas mudanças propostas em relação à elaboração da Circular de Oferta de Franquia (COF) e do Contrato de Franquia, mas no impacto que ela traz ao sistema de franchising em si.

A primeira delas foi o reconhecimento de que a relação entre franqueado e franqueador não gera uma relação de consumidor ou de emprego, algo que já havia sido confirmado pela jurisprudência predominante que discute o assunto.

A sublocação do ponto comercial foi outro grande avanço da nova lei. Essa matéria estava, até agora, sujeita à Lei do Inquilinato, que limitava o direito do franqueador de sublocar um ponto comercial a um franqueado da rede. A partir de agora, com a nova legislação, qualquer franqueador interessado em manter um determinado ponto comercial poderá alugá-lo diretamente do proprietário para, então, sublocar o imóvel ao seu franqueado, optando, inclusive, por cobrar um valor superior ao da locação original. Pelo novo texto o franqueador poderá lucrar também com a sublocação do ponto, o que antes era inviável. Outra mudança é que, agora, tanto o franqueador (sublocador) quanto o franqueado (sublocatário) poderão promover a renovação do contrato de locação, o que antes era prerrogativa apenas do franqueado sublocatário.

O reconhecimento da franquia social é outra novidade. Existe agora a possibilidade de o franchising poder ser utilizado também para expansão de projetos sociais em qualquer área – saúde, educação, cultura, esportes -, o que permite às entidades sem fins lucrativos ampliarem suas atividades para outros locais utilizando as ferramentas do sistema de franchising.

Por outro lado, a franquia pública não teve a mesma clareza no texto da nova legislação. O presidente Jair Bolsonaro vetou o artigo 6º do Projeto de Lei que deu origem ao Marco Civil do Franchising e que determinava que as empresas públicas, as sociedades de economia mista e as entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios poderiam adotar o sistema de franquia, desde que precedida de Oferta Pública de Franquia. Entendeu o presidente que esse artigo geraria insegurança jurídica ao estar em descompasso com a Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016), que dispõe que as empresas estatais realizem procedimentos licitatórios com base nesse marco regulatório. Ainda assim, o novo Marco Civil do Franchising manteve a redação original do Artigo 1º com a definição e aplicabilidade do sistema de franquia empresarial também às empresas públicas, ao confirmar que “o sistema de franchising pode ser adotado tanto por empresas privadas, como também por empresas estatais”. Infelizmente, a insegurança jurídica prevaleceu.

Ainda assim, o novo Marco Civil do Franchising chega em um momento de expressivo crescimento e notoriedade do sistema de franquias brasileiro, trazendo uma legislação atualizada com a jurisprudência e a prática do mercado de franquias, garantindo assim o cumprimento dos princípios da informação, da transparência e da ética tão propagadas pelo segmento nos últimos anos.

A nova lei que aprovou o Marco Civil do Franchising entrará em vigor no final de março, revogando a atual Lei do Franchising, de 1994.

Abaixo, para concluir, um resumo das mudanças impostas pela nova lei à Circular de Oferta de Franquia (COF) e ao Contrato de Franquia.

Será obrigatório informar:

  • Quotas mínimas de compra de produtos;
  • Condições para a recusa dos produtos ou serviços exigidos pelo franqueador;
  • Situação de direitos de propriedade intelectual da franqueadora, além das marcas e patentes (tais como direitos autorias, desenhos industriais, cultivares) e quais são os pagamentos a serem feitos por direitos de propriedade intelectual do franqueador, e não só sobre a marca;
  • Como se dará a sucessão e o repasse da franquia;
  • O prazo do Contrato de Franquia e as condições de renovação;
  • As situações em que são aplicadas penalidades, multas ou indenizações e seus respectivos valores;
  • A política de atuação territorial, se houver, e quais são as regras de concorrência territorial entre unidades;
  • Entre outros.

Fonte: Estadão

Presidente sanciona nova lei sobre sistema de franquia empresarial

Franqueador deverá fornecer ao interessado Circular de Oferta de Franquia contendo obrigatoriamente informações detalhadas do negócio franqueado

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 13.966, que dispõe sobre o sistema de franquia empresarial e revoga lei anterior sobre contratos de franquia. A Lei está publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 27, e foi sancionada com um único veto.

A Lei “disciplina o sistema de franquia empresarial pelo qual um franqueador autoriza por meio de contrato um franqueado a usar marcas e outros objetos de propriedade intelectual, sempre associados ao direito de produção ou distribuição exclusiva ou não exclusiva de produtos ou serviços e também ao direito de uso de métodos e sistemas de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvido ou detido pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem caracterizar relação de consumo ou vínculo empregatício em relação ao franqueado ou a seus empregados, ainda que durante o período de treinamento”.

O veto presidencial foi ao artigo 6º, que dizia que empresas públicas, sociedades de economia mista e as entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e municípios poderão adotar o sistema de franquia.

Segundo as razões do veto, também publicadas no DOU, o dispositivo, ao autorizar essas empresas públicas a adotar o sistema de franquia, “gera insegurança jurídica ao estar em descompasso e incongruente com a Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016), a qual dispõe que as empresas estatais realizam procedimentos licitatórios com base neste marco regulatório”.

A nova legislação diz que, para a implantação da franquia, o franqueador deverá fornecer ao interessado Circular de Oferta de Franquia contendo obrigatoriamente informações detalhadas do negócio franqueado, como histórico, qualificação do franqueador e empresas a que esteja ligado, balanços e demonstrações financeiras da empresa franqueadora, relativos aos 2 (dois) últimos exercícios; indicação das ações judiciais relativas à franquia que questionem o sistema ou que possam comprometer a operação da franquia no País; descrição detalhada da franquia e descrição geral do negócio e das atividades que serão desempenhadas pelo franqueado; entre outras.

Fonte: InfoMoney

Lições básicas para quem quer inovar

Hitendra Patel, uma das autoridades do mundo no assunto, fala o caminho para a inovação

Ser inovador não significa, necessariamente, investir apenas em tecnologia ou equipamentos de última geração. E quem fala isso é um dos maiores nomes globais em Inovação, Hitendra Patel, pesquisador e diretor da consultoria norte americana IXL Center, com sede em Boston. Então, o que é na verdade gerir inovação nas empresas e quais os passos para se investir no assunto?

Para se destacar no mercado em meio a tanta informação, competitividade e dinâmica nas transformações, Hitendra Patel explica que existem, no mínimo, quatro passos a serem seguidos:

Querer é poder - A inovação começa com liderança. É necessário que o líder almeje que a empresa ou o produto no qual trabalha se torne o maior em seu segmento. O que estamos fazendo hoje, o que estamos realizando hoje, não é o suficiente. Precisamos querer ser dez vezes maior e melhor.

Pense fora da caixa - Se você consegue pensar e querer ser dez vezes maior, então o que estamos fazendo hoje não é o suficiente. A maioria das empresas só pensa em inovar quando está com algum problema. É fundamental fazer algo diferente hoje para se antecipar aos problemas. Esse é o segundo passo. Você precisa fazer coisas diferentes do que estava fazendo ontem para ser capaz de se tornar dez vezes maior amanhã. A inovação não acontece de um dia para o outro.

Liberdade para criar - Libere a energia das pessoas em sua empresa. Acredite, elas são inteligentes. Uma vez que elas sabem que você quer ser 10 vezes maior, então vão aparecer com as ideias e te ajudar a se tornar diferente. Agora você precisa dar a elas espaço e tempo para serem criativos. Tempo e espaço para fazer projetos.

Vá até o fim - Você precisa ter disciplina: o que começou, termine. Concluir as etapas é uma forma de mensurar seu desempenho e conseguir visualizar resultados. Não importa se você não conseguiu subir dez vezes com o trabalho desenvolvido, se avançou três degraus, já é melhor do que zero.

Além desses passos, Patel também destacou que é inevitável encontrar barreiras no caminho e que será necessário buscar novas alternativas para alcançar o sucesso, mas tudo se transforma em aprendizagem. “É preciso se preparar mentalmente para essa viagem, porque a maioria desiste no primeiro obstáculo”, pontua.

E aí, vamos inovar?

Com a proposta de desenvolver um portfólio de serviços e inovações tecnológicas, o Senac Ceará firmou parceria com o IXL Center, consultoria global que está presente em mais de 15 países e tem como clientes: NASA, Disney, Governos de Dubai e Singapura, Natura e a Havaianas. O diretor, Hitendra Patel, assinou o protocolo de intenções durante a inauguração do Senac Reference, que será a sede dos projetos de inovação. Entre as ações prevista estão programas de treinamentos e aceleração de crescimento, realização de missões internacionais e mentoria para os clientes e alunos do Senac e demais entes do Sistema Fecomércio.

Mercado de franquias fatura R$ 43,1 bilhões no 2º trimestre, revela ABF

O mercado de franquias apresentou um crescimento nominal de 5,9% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo período de 2018 e faturou R$ 43,1 bilhões, de acordo com a Pesquisa Trimestral de Desempenho do Setor, desenvolvida pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). Já na comparação semestral, o aumento foi de 6,4%, tendo o segmento fechado em R$ 84,5 bilhões.

 

 

O presidente da ABF, André Friedheim, diz que, apesar do segundo trimestre ter se caracterizado como um período de mais cautela por parte dos investidores e consumidores em decorrência da reforma da Previdência, foi um bom período para o mercado de franquias.

“Os dados mostram que o setor de franquias manteve sua trajetória gradativa de crescimento, grande parte em virtude dos seus fundamentos básicos, como trabalho em rede, ganhos em escala, marcas consolidadas, treinamento contínuo, dentre outros fatores”, explica Friedheim.

 

A receita acumulada dos últimos 12 meses apresentou alta de 6,9%, passando de R$ 168,3 bilhões para R$ 179,9 bilhões.

Unidades em operação

Entre abril e junho de 2019, o volume de unidades de franquias em operação chegou em 159,6 mil. Marcelo Maia, diretor executivo da associação, acredita que a expansão é “fruto do aumento da confiança empresarial com a definição eleitoral, que ocorreu principalmente no último trimestre de 2018 e no primeiro de 2019”.

Empregos

O número de trabalhadores registrados no setor subiu 10% no segundo trimestre. De 1,2 milhão foi para 1,3 milhão.

“A principal razão para a alta das contratações deriva do reaquecimento da expansão das redes de franquias pelo país no período”, comenta Friedheim.

Segmentos

Os 11 segmentos elencados pela ABF apresentaram crescimento na mesma base comparativa trimestral, com destaque para Serviços e Outros Negócios, que registrou alta de 8,9%.

O segmento Serviços Educacionais vem em seguida, tendo crescido 8,7%, puxado principalmente pelos investimentos em novos modelos de negócios.

Comunicação, Informática e Eletrônicos apresentou crescimento de 8,5%. Saúde, Beleza e Bem-Estar, com 6,6%, ficou em quarto lugar, seguido por Casa e Construção, que obteve alta de 6%.

Na análise semestral, o melhor desempenho ficou para o segmento Serviços e Outros Negócios lidera, com 9,3%, seguido de Casa e Construção e Comunicação, Informática e Eletrônicos, ambos com 9,1%.

Regiões

O movimento das franquias para além do eixo Rio/São Paulo mantém sua trajetória, apresentando maior participação em termos de faturamento e expansão de unidades nas regiões Sul (9,7% para 10,3% em faturamento), Nordeste (13,6% para 13,9%) e Centro Oeste (8,4% para 8,6%).

“As redes continuam a cultivar sua estratégia de buscar novos mercados e consumidores, aumentando sua capilaridade”, afirma Maia. “O Brasil é um país muito grande, com várias ilhas de prosperidade nem sempre tão conhecidas. Esses mercados, de forma geral, apresentam menos concorrência, custos menores e um consumidor ávido por grandes marcas, sendo uma ótima oportunidade para o setor”.

Projeções

A associação decidiu revisar a projeção de crescimento do franchising neste ano para 7% em faturamento. Para o número de redes, unidades e empregos, as estimativas foram mantidas – 1%, 5% e 5%, respectivamente.

 

Fonte: Moneytimes

Como desenvolver o potencial inovador de pequenas e médias empresas

Hitendra Patel é CEO global da IXL Center e encorajador de grandes ideias. Acredita na força das pequenas e médias empresas e enxerga o Brasil como país com potencial para competir mundialmente

Hitendra Patel é um encorajador da tomada de riscos. CEO global da IXL Center, consultoria norte-americana em inovação, ele defende que, se alguém tem uma boa ideia, deve investir nela independentemente de ter uma estrutura empresarial pequena, média ou grande pra isso.

Nesse sentido, e, considerando que ideias inovadoras costumam surgir em contextos de instabilidade econômica, Patel compreende o Brasil como um potencial competidor global. O País só teria que, no entendimento do líder, ser suficientemente corajoso para arriscar e se mostrar. Não só com startups, mas, também, com qualquer empresa e órgão público.

Ao O POVO, durante um evento sobre estratégia e aceleração de crescimento, em Fortaleza, em abril, Patel indicou os caminhos para a economia de inovação, disse o que é preciso para que pequenas, médias e grandes empresas não sejam “engolidas” pela ousadia das startups e analisou a conjuntura econômica do Brasil. Confira a seguir.

O POVO - Como você vê o Brasil no contexto da inovação? Aqui, no País, a gente sabe inovar ou precisa avançar nesse aspecto?

Hitendra Patel - O Brasil tem sido um país que sabe acompanhar tendências mundiais muito bem. Os líderes dos negócios no Brasil vão para outros países, aprendem como se faz e trazem (ideias) para fazer aqui. Agora, existe uma mudança que tornou mais difícil para o empresário brasileiro acompanhar as tendências, que é o fato de que, com o mundo se transformando digitalmente, hoje, uma pessoa com um computador (e uma boa ideia) pode inovar em qualquer parte do mundo. A gente está saindo de uma economia baseada em ativos físicos e indo para os ativos intangíveis, que são economias baseadas no conhecimento, na tecnologia. Você vê regiões se destacando como o caso de Florianópolis e São Paulo. Também, um ponto positivo é que os jovens de hoje, no Brasil, com os programas universitários, estão se expondo mais para o mundo. Por isso, podendo viver em países como Alemanha, França e Estados Unidos. E novas ideias fluem de volta ao País com este jovem que está tendo experiências fora. Com isso, cada vez mais, as pessoas passam a ser mais competitivas globalmente. Porque não é mais só investimento em ativos físicos, mas em conhecimento. Só que esses empreendedores jovens que estão começando com suas ideias hoje enfrentam uma dificuldade particular no Brasil que é o fato de que temos uma economia cíclica do ponto de vista de crescimento. Nunca é uma constante. Os vales de estagnação ou de decréscimo da economia são muito longos, mais do que na maioria dos outros países. Outros países também têm ciclos, mas o ciclo de crescimento é mais longo e o de depressão é menor do que no Brasil.

OP - O que o Brasil precisa aprender com os países mais desenvolvidos?

Hitendra - Tentar ser global o mais rápido possível. Competir globalmente, com inglês como plataforma, que é básico, e acreditar que as empresas brasileiras são ou podem ser tão boas quanto qualquer outra no mundo.

OP - A palavra ‘inovação’ está muito atrelada ao vocabulário de startups e a gente sabe que não é assim. Qualquer modelo de negócio pode agregar inovação. Qual o caminho, então, para inovar?

Hitendra - Inovação, basicamente, é criar uma nova ideia e levar à comercialização. A gente sabe que startups fazem isso, mas pequenas e médias empresas, também. Até grandes empresas e governos. E a crença que existe de que startups são o caminho, a melhor forma de investir, é baseada em pouquíssimos exemplos que são os unicórnios (startups que possuem avaliação de preço de mercado no valor de mais de US$ 1 bilhão). Mas a gente nunca fala sobre as milhares de empresas que fracassaram pra existir um unicórnio. E, da mesma forma que startups, as pequenas e médias empresas e governos têm milhares de ideias. Mas a gente não nota que esses governos e grandes empresas têm startups dentro deles. Porque toda ideia que vai pro mercado e é uma ideia que gera crescimento, é uma startup. Minha opinião é que se você quer gerar crescimento regional ou econômico o menos arriscado é focar em PMEs (Pequenas e Médias Empresas). As PMEs são empresas crescidas, adultas. Já sabem como levar uma ideia à comercialização e como contratar, demitir, construir um time. Sabem como fazer e vender coisas. Têm fornecedores e clientes que já existem para comprar a nova ideia. E muitas delas têm, inclusive, capacidade financeira de investir com o próprio recurso da empresa pra transformar essa ideia em realidade. Tudo o que a gente precisa fazer é focar e dar mais atenção às PMEs pra tornar elas novos unicórnios, assim como startups, também.

OP - Como incentivar pequenas empresas a inovar?

Hitendra - Pequenas empresas já são, por natureza, inovadoras. O que acontece é que muitas vezes estão tão focadas em cobusiness que não têm tempo pra criar novas ideias ou novas perspectivas de crescimento. Tudo o que precisam é serem lembradas de que, no início, quando criaram aquela ideia, queriam ser muito grandes. Por exemplo, na Colômbia, temos um caso em que trabalhamos com mais de 700 PMEs. 90% dessas PMEs tiveram o resultado de conseguir um novo cliente em 12 meses. Mas elas não sabiam que podiam fazer isso. Nunca tinham feito. O que a gente fez foi, basicamente, criar grupos de 20 a 30 empresas e dizer a elas que podiam fazer e ensinar como fazer. Quando a gente coloca essas empresas em grupos a gente cria um ecossistema em que elas podem, ao mesmo tempo em que se ajudam, vender umas para as outras e serem as próprias clientes. As PMEs querem crescer dez vezes mais. Só precisam parar e serem relembradas do que queriam fazer lá no começo. Certamente, em Fortaleza, existem milhares como essas que podem ser o próximo unicórnio.

OP - Considerando o contexto do Brasil, é possível inovar e crescer em tempos de crise?

Hitendra - Penso que esse é o melhor momento pra tomar a dianteira. A maioria das empresas neste momento de crise se retraem e tentam sobreviver, mas aquelas que têm capacidade financeira e podem investir no seu crescimento, se fizerem isso agora, vai ser mais fácil, porque todos os concorrentes estão retraídos. E vão conseguir criar uma distância entre a concorrência muito mais rápido do que fariam num momento normal. Um exemplo é na crise de 2008. A Hyundai era número sete no mercado global de carros. E, naquela época, todo mundo estava cortando preço pra ver se vendia mais carro. Na Hyundai, a estratégia foi dizer: “Vamos manter nosso preço, mas vamos inovar no modelo de negócio”. Eles criaram novas estratégias de preço e o que falaram pros consumidores foi que, se eles (os clientes) perdessem o emprego durante a crise, poderiam devolver o carro, eles aceitariam e os consumidores não teriam dívida nenhuma. O que aconteceu foi que as pessoas que tomaram o risco de comprar um carro no momento da crise foram exatamente aquelas que não iriam perder o emprego, as mais conscientes, que tinham a segurança de que não perderiam. Enquanto a General Motors estava vendendo um carro com 30% de desconto sem fazer lucro, porque o preço não permitia, e ninguém queria comprar um carro da GM, não porque o carro não era bom, mas porque não tinham segurança de que iriam poder continuar pagando a prestação. A Hyundai, como exemplo dessa estratégia de arriscar, saiu de sétima posição pra quarta posição naquele ano. Um bom empreendedor consegue enxergar na incerteza uma oportunidade. Enquanto outras pessoas vão entender como risco e, por isso, nunca vão inovar.

OP - É possível o grande empreendedor aprender com as pequenas empresas?

Hitendra - A dificuldade de a grande empresa inovar é que as decisões normalmente são tomadas por pessoas que não são parte do time que criou aquela ideia, então, o processo decisório é muito complexo. Numa pequena empresa, o CEO é aquele que está envolvido na criação e no time que vai executar aquela ideia. E, nesse ponto, uma grande empresa pode aprender como uma pequena empresa toma um processo decisório e responsabiliza as pessoas por essa decisão. Se ele (CEO) terceiriza essa decisão pra um gerente, por exemplo, o gerente tem que ter acesso ao CEO no dia a dia. E, se ele delega essa ideia pra um time muito longe dele, e se não dá atenção a essa ideia, certamente ela vai morrer no percurso. Inovação é sobre velocidade e paixão. Se a gente não tomar decisões rapidamente, nossa paixão pela ideia vai diminuir. E, por isso, acaba sendo morta.

OP - Durante o workshop, você falou muito em pensar nas tendências, no futuro. Um futuro em que não haverá médicos e que a gente será substituído por robôs. Como se preparar para esse futuro? E que mercado teremos nele?

Hitendra - Não deveríamos ver os robôs como competidores. Vão ser como um Excel ou Powerpoint (programas do Windows) que somente vão aumentar nossa eficiência. A ideia é que os robôs nos deem mais tempo pra nos dedicar a coisas que nos dão prazer e nos liberem de coisas que achamos tediosas, chatas, repetitivas. A gente vai ter novas ideias, descobrir novas coisas que desejamos fazer e encontrar novas oportunidades. Se você, no Brasil, entender robôs como competidores, então, como consequência, o Brasil vai ser menos competitivo comparado a economias como Japão e EUA, onde robôs já são realidade. Temos que abraçar essa realidade e tentar robotizar ao máximo nossa economia. E, talvez, o que a gente tenha que fazer é treinar nossa força de trabalho pra entender o que fazer com o robô.

OP - Quais características um empreendedor precisa ter?

Hitendra - São otimistas, trabalham duro, são espertos, solucionam problemas, são construtores de times e estão sempre buscando novas formas de vender. Normalmente, são pessoas boas de vendas.

OP - E como montar esse time que você fala?

Hitendra - Olhar pra dentro da empresa e perguntar quem são as pessoas que podem nos ajudar, que têm as qualidades que precisamos. Ou, se não temos dentro da empresa, buscar fora. Uma coisa que é muito importante entender é que as pessoas que vão participar desse time são diversas e você não pode tolerar a diversidade, você tem que abraçar a diversidade. E, quando você trabalhar com esses times, deve se assegurar de que está focando nas qualidades, nas fortalezas dessas pessoas, e não nas fraquezas. Especialmente em empresas em que você não pode escolher um time, que tem que pegar um que já existe na empresa, você tem que ser muito flexível no sentido de abraçar diferenças e fazer o time funcionar de qualquer jeito. Mas, se você pode montar um time, o ideal é buscar pessoas que têm as qualidades que você precisa.

OP - Sobre as novas formas de trabalho, qual é o limite entre a precarização e o lado positivo de gerar novas formas de emprego?

Hitendra - Existem duas características que podem levar uma pessoa a empreender: em primeiro, a necessidade, e, em segundo, uma grande ideia. Sobre essa primeira característica, a gente não tem como impedir uma pessoa de batalhar pra por comida na mesa. O que pode acontecer é ela se transformar numa grande empreendedora. Muitas vezes, as pessoas vão pra um emprego porque ser empreendedor é sempre muito mais desafiante e arriscado. Então, vão pro que tem menos risco. Mas, quando são obrigadas a se expor ao risco e aprendem, querem continuar e podem ter uma grande ideia.

OP - O senhor conhece o governo Bolsonaro? O que podemos esperar dele para o empreendedorismo no Brasil?

Hitendra - O presidente (Bill) Clinton tem uma citação que diz que os EUA são um país que tem estabilidade e que, por isso, é muito melhor pra empreender. Mas não é tão fácil encontrar empreendedores ou desenvolver empreendedores num país que tem uma oferta regular de emprego e que a pessoa que não toma risco tem salário e vive uma vida digna. Ao contrário de um país com alto grau de instabilidade, em que as pessoas são normalmente compelidas a sair e buscar uma nova oportunidade pra ter um ganho extra ou uma vida mais digna. Se você pudesse combinar esses dois cenários, pegar essa pessoa que foi treinada por um mercado instável e colocar dentro de um mercado onde existe uma estabilidade pra quem quer empreender, certamente esse seria o melhor empreendedor possível. Nosso entendimento é que o governo Bolsonaro se propõe a fazer uma transição da incerteza para um cenário de estabilidade. Naturalmente, se ele conseguir fazer isso, os empreendedores que estão saindo do cenário incerto para um mais regular vão ser muito mais bem sucedidos.

Workshop
Hitendra esteve em Fortaleza em abril para ministrar um workshop sobre estratégia e aceleração de crescimento.

Origens e atuação profissional
Hitendra Patel descende de indianos e nasceu na Zâmbia, ao sul da África. Começou a carreira como tecnólogo na Motorola e é proprietário de seis patentes. Além de ser CEO global da IXL Center, consultoria norte-americana em inovação sediada em Cambridge, Inglaterra, ajudou a construir o Hult Prize, um acelerador de startups de impacto social que rende prêmio anual em dinheiro no valor de US$ 1 milhão.

Quem disse que empreender é só criar um negócio do zero?

Semana passada aconteceu no Brasil a maior feira de franchising do mundo em número de visitantes. E eu estive lá conferindo as novidades desse mercado. Foram mais de 40 redes expondo seus modelos de negócios para empreendedores com investimentos iniciais de até R$ 90 mil. Muitas pessoas me perguntam: “Para empreender precisa abrir um negócio novo? Do zero? Precisa ser altamente inovador?”. A resposta é não. E o mercado de franquias está aí para mostrar isso.

Mesmo com o clima econômico negativo e de muitas incertezas, o setor está em franca expansão, segundo dados revelados pela própria ABF (Associação Brasileira de Franchising). Nos últimos anos, esse segmento registrou um crescimento de 7,1% e receita de quase R$ 175 bilhões em 2018 – um número bem animador.

Investir em uma franquia pode ser uma ótima opção, sim, para quem não quer correr tantos riscos, em relação a novos empreendedores que precisam passar por todo um processo de validação anterior. Mas não pense que ser um franqueado exige apenas dinheiro no bolso e força de trabalho.

Franqueados são empreendedores como qualquer outro e precisam dedicar muito tempo, estudo, planejamento e uma boa dose de estratégia para se firmar. Pense da seguinte forma: a franquia possui uma missão, visão e direcionamento único, com vários empreendedores (franqueados) cocriando junto para o crescimento da marca. Essa é a lógica para o sucesso.

Pois bem, a questão chave que se coloca aqui é: como escolher a melhor opção para você empreender? Mesmo os empreendimentos mais sólidos possuem grau de incerteza e, portanto, riscos de acontecerem percalços nesse caminho. Existem alguns pontos importantes que julgo essenciais para você tomar essa decisão:

1. Entenda qual é o seu “fôlego” financeiro
Antes de qualquer coisa, reflita sobre quanto tempo você poderá destinar a esse negócio e se está disposto a colocar energia empreendedora. O planejamento financeiro começa nessa etapa. Pois um futuro franqueado deve dispor de recursos para o investimento inicial, que geralmente é o mais alto, mas também deve reservar dinheiro para capital de giro.

Como qualquer negócio, as franquias também precisam de uma boa administração. Principalmente porque os primeiros anos você estará correndo atrás do seu breakeven, ou seja, o seu ponto de equilíbrio, quando você começará a ter o retorno do seu investimento. Você precisa ter um caixa positivo enquanto o seu negócio não gera lucros.

Parece simples, mas muitos empreendedores erram nessa parte e, infelizmente, acabam fechando as portas antes do tempo por falta de planejamento e uma mínima administração. Além disso, é importante entender a projeção financeira da franquia. Todas as grandes marcas disponibilizam esses dados. Não deixe nunca de analisar se vale a pena ou não investir.

2. Não feche negócio antes de testar
Lição número 1 dos empreendedores: Teste e valide antes de lançar! Isso vale também para as franquias. Peça a franqueadora um período de imersão dentro do negócio. Ou seja, antes de fechar negócio, fique uma semana visitando a fábrica, os pontos de venda, conversando com consumidores, entendendo melhor os processos e as pessoas que estão por trás deles.

Você pode descobrir, por exemplo, que não se identifica com aquela marca ou segmento. Então é hora de repensar sua estratégia e procurar outras opções. Lembre-se: a melhor maneira de conhecer um negócio é entender quem são as pessoas envolvidas.

3. Entenda o perfil dos franqueados
Como já mencionei, a melhor maneira de conhecer o negócio é entender quem são essas pessoas. Portanto, você precisa conhecer outros franqueados. Invista boa parte do seu tempo nisso. Entreviste pelo menos cinco franqueados empreendedores, elabore um questionário (sobre perfil dos consumidores, operação, números) e aplique igual para todos.

Uma das principais queixas, por exemplo, é a falta de suporte da franqueadora. Então, analise o que eles responderam em comum. Provavelmente ali você terá um belo raio-X do que é positivo na franquia e o que precisa ser melhorado.

4. Invista em algo que você conheça
Você já atuou em algum mercado específico no passado? Você ou seus sócios têm alguma expertise dentro de um determinado segmento? Se a resposta for positiva, então melhor sempre aproveitar as vantagens competitivas que possui. Com certeza, você já possuirá uma rede de relacionamentos interessante e estará mais preparado para inovar com mais assertividade.

5. Procure por cases de sucesso 
Novos modelos de negócio que surgem no mercado, às vezes, estão em processo de validação. Eles precisam de um tempo para mostrar potencial de crescimento e conquistar clientes. Por isso, se você não quer arriscar muito, sugiro investir em marcas que já mostram bom desempenho e possuem bom histórico.

Essas evidências você pode buscar em entidades que militam nessa área como a própria Associação Brasileira de Franchising (ABF). Veja quais são as marcas que receberam selos de qualidade. Pode ser um bom filtro nesse começo.

E se você é um empreendedor inovador, e acha que não poderá inovar nesse modelo, está completamente enganado. Muitas marcas estimulam os franqueados a criarem novos produtos, processos e até novas formas de divulgação. A inovação está em todo lugar. Basta você se posicionar da forma correta.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/camila-farani/quem-disse-que-empreender-e-so-criar-um-negocio-do-zero/
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Começa em SP feira de franquias com 400 marcas; há negócios por R$ 7.990

Começa às 13h desta quarta-feira (26) a 28ª feira de franquias da ABF (Associação Brasileira de Franquias), em São Paulo, com cerca de 400 expositores. É uma oportunidade para quem quer abrir um negócio no sistema de franquia. Veja aqui opções de 12 negócios com investimento de R$ 7.990 a R$ 100 mil.

Entre marcas conhecidas, estão Calçados Bibi, Domino's Pizza, Paris 6 Petit, Ragazzo e Tramontina.

Há outras marcas menos famosas, como Completa Telecomunicações (operadora de Internet das Coisas especializada em condomínios e condôminos), Padaria Pet (petiscaria e confeitaria para cães e gatos), Terça da Serra - Residencial Sênior (hospedagem e day care para idosos) e Só Multa (consultoria de direito de trânsito).

A feira vai até sábado (29), no Expo Center Norte, em São Paulo. O ingresso custa R$ 80 (R$ 70 para quem comprar online) e dá direito aos quatro dias do evento.

Antes de comprar uma franquia, veja algumas recomendações de especialistas, como não investir todo o seu dinheiro no negócio e ler atentamente a Circular de Oferta de Franquia (COF), uma espécie de raio-x da empresa. Tome cuidado também com franquias de baixo valor. Especialistas alertam que um risco comum é o franqueado se tornar, na prática, um vendedor dos produtos da franqueadora, e ainda pagar taxas altas para isso.

Serviço:
28ª ABF Franchising Expo
Data: de quarta-feira (26) a sábado (29)
Horário de Funcionamento: de 26 a 28, das 13h às 21h, e dia 29, das 11h30 às 18h30
Local: Expo Center Norte - Pavilhões Branco e Azul (rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme - São Paulo)
Ingresso: R$ 70 (online) e R$ 80 (bilheteria). O ingresso dá direito a acesso aos quatro dias do evento.
Mais informações: www.abfexpo.com.br.

Franchising cresceu em 2019, foram 7% neste 1º trimestre e com destaque para alguns segmentos

A ABF divulgou a Pesquisa Trimestral de Desempenho, e mostrou que o franchising cresceu em 2019.

O estudo mostra que o setor cresceu 7% no 1º trimestre de 2019, com um ritmo mais intenso se comparado ao mesmo período de 2018, que foi de 5,1%.

Se considerarmos os últimos 12 meses, o crescimento foi de 7,5% (variação de R$ 165,190 bilhões para 177,545 bilhões).

“O cenário se mantém complexo, mas dois fatores contribuíram com o desempenho do setor.

O ritmo mais forte de expansão em 2018 e de janeiro a março de 2019 – associado a definição do quadro eleitoral e a um mercado de trabalho desaquecido – e alguns movimentos positivos no varejo alavancados por um consumidor menos retraído”, afirma André Friedheim, presidente da ABF.

“O crescimento do setor reflete também os ajustes realizados pelas redes nos últimos três anos, principalmente a busca por mais eficiência, o desenvolvimento de modelos de negócio mais enxutos e a diversificação de canais de venda, linha de produtos e consumidores”, completa.

Segmentos em destaque
O setor que mais se destacou no primeiro trimestre foi o de Casa e Construção, com um crescimento de 12,9% no seu faturamento na comparação com o mesmo trimestre de 2018.

O resultado é fruto de uma taxa de expansão em unidades de 7,4%, além do aquecimento de área de reparos e melhorias nos imóveis

Em segundo lugar está o segmento de Serviços Automotivos, que cresceu 12,7% no mesmo período.

A alta foi impulsionada pela recuperação do mercado automotivo de uma forma geral, com recordes de vendas de veículos novos e também com o crescimento de aluguéis de carros.

Comunicação, Informática e Eletrônicos cresceu 9,7%, com destaque por conta de serviços de manutenção e reparo de eletroeletrônicos e de marketing e design digital.

Serviços e Outros Negócios aumentou 9,6%. À exemplo dos trimestres anteriores, foram as franquias de logística e serviços administrativos que alavancaram o resultado

Saúde, Beleza e Bem Estar voltou ao grupo dos segmentos que mais crescem, com uma taxa de 9,2%, com uma expansão em unidades de 6,7%.

O crescimento mais intenso das óticas e dos serviços médicos e odontológicos alavancaram este desempenho.

Mais lojas e empregos
A pesquisa mostra que o franchising cresceu em 2019 não só no faturamento, mas em número de unidades e empregos gerados.

O país tem atualmente 156.693 unidades de franquias.

Avaliando a abertura e fechamento de lojas, o estudo apontou uma variação positiva de 2,5%.

Houve também um crescimento de 2,05% no número de empregos diretos de franchising, totalizando 1.325.844 trabalhadores.

A volta dos shoppings e a tendência Home Office
Depois de alguns anos de queda, cresceu a participação dos shoppings enquanto local do ponto de venda, passando de 21,5% em 2018 para 24,9% em 2019.

Outra tendência registrada nos últimos anos foi o crescimento dos pontos alternativos.

Trabalhar de casa segue como uma opção para muitos e, por isso, o home office se destacou, passando de 4,9% em 2018 para 6,7% em 2019.

Em termos de modelo de operação, houve um crescimento expressivo dos quiosques (de 6,5% em 2018 para 8,6% em 2019), mas outras modalidades alternativas tem participações relevantes como é o caso de Home-based (6,0%) e Atendimento à Domicílio (2,1%).

Franchising na Transformação Digital
Pela primeira vez, a ABF perguntou as redes a respeito de sua estratégia de e-commerce.

61,1% delas afirmaram que utilizam as vendas online como canal (esse valor em 2018 era de 42,3%), sendo que em 48,1% delas os franqueados participam (contra 30,1% em 2018).

O formato de participação dos franqueados predominante é a de comissão sobre as vendas (79,2%), seguido de loja virtual do franqueado (9,1%) e app de delivery (7,2%).

“Esses dados são bastante reveladores e mostram que o franchising brasileiro está se adaptando a transformação digital.

Porém, precisamos ir mais fundo.

Por exemplo, a retirada em loja franqueada de produtos adquiridos no e-commerce, uma grande oportunidade, é adotada apenas por 0,9% das redes”, afirma André Friedheim.

Os franqueados multimarca (ou seja, que geram mais de uma unidade de mais de uma marca) apresentaram maior estabilidade, com 40% das redes afirmando que tem franqueados com este perfil em 2019 (contra 43% em 2017), sendo que na quase totalidade dos casos os franqueados trabalham com de 2 a 4 marcas.

Quer abrir uma franquia? Veja os segmentos que mais aumentaram faturamento

Balanço consolidado da Associação Brasileira de Franchising aponta quais ramos dentro do sistema de franquias mais expandiram seus ganhos em 2018

O crescimento do setor de franquias nos últimos anos, com 7,1% de expansão e receita de quase 175 bilhões de reais em 2018, atraiu diversos empreendedores para a ideia de ter sua própria unidade franqueada. Mas, antes de embarcar na empreitada, olhe mais a fundo para os segmentos que mais apresentam potencial de ganhos e conecte-os às suas experiências.

O balanço do desempenho do franchising brasileiro no ano passado indicou aumento na receita de todos os 11 segmentos identificados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). O segmento de Entretenimento e Lazer foi o que mais cresceu, com variação de 12,7% no faturamento comparando ao ano anterior. O resultado se deve, por exemplo, à maior procura por jogos virtuais e por novos nichos explorados por buffets de festas e eventos, com serviços por delivery, afirma a associação. São exemplos dessa expansão as franquias Escape 60 e Viva Eventos.

Em segundo lugar está Hotelaria e Turismo. O segmento teve faturamento 12,3% maior no período pesquisado. Para a ABF, o resultado positivo se deve ao reaquecimento do turismo no mercado interno, principalmente no quarto trimestre do ano, e a criação adicional de demanda e de oferta pelo uso intensivo de canais digitais. As redes CVC Brasil, HOTEL 10 e TAM Viagens refletem esse crescimento.

Serviços e Outros Negócios foi o segmento na terceira posição, com variação positiva de 8,7%. O aumento da demanda por serviços no mercado pet, B2B (de empresa para empresa) e de backoffice (como logística) justificam esse crescimento, diz a ABF. As marcas Flash Courier, Petland e Roval Pet – Manipulação Veterinária exemplificam o bom resultado.

Em termos absolutos, Alimentação continua sendo o segmento de maior faturamento, estimado em 45,8 bilhões de reais em 2018. Seguem esse resultado os segmentos Saúde, Beleza e Bem-Estar e Serviços e Outros Negócios.

Veja os segmentos de franquias que mais aumentaram seu faturamento no último ano:

SEGMENTO

Entretenimento e Lazer
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 2.162
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 2.437
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 12,7%

Hotelaria e Turismo
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 11.251
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 12.632
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 12,3%

Serviços e Outros Negócios
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 22.921
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 24.924
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 8,7%

Casa e Construção
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 9.228
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 10.020
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 8,6%

Comunicação, Informática e Eletrônicos
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 5.103
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 5.485
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 7,5%

Alimentação
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 42.816
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 45.827
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 7,0%

Saúde, Beleza e Bem-Estar
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 30.021
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 31.907
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 6,3%

Serviços Educacionais
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 10.839
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 11.400
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 5,2%

Moda
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 21.868
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 22.931
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 4,9%

Serviços Automotivos
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 5.756
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 5.894
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 2,4%

Limpeza e Conservação
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 1.354
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 1.386
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 2,4%

Total
FATURAMENTO EM 2017 (EM BILHÕES DE REAIS): 163.319
FATURAMENTO EM 2018 (EM BILHÕES DE REAIS): 174.843
VARIAÇÃO NO FATURAMENTO: 7,1%

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