Com mais de 50 anos de história, o segmento de franchising é um dos mais promissores do país, e é também um dos mais abertos à inovação

Mercado de R$ 40 bilhões, franquias veem Business Intelligence como catalisador de negócios

O mercado de franquias, segmento que faturou cerca de R$ 40 bilhões e cresceu mais de 8% só no segundo trimestre de 2018, está aos poucos aumentando a adoção de ferramentas de business intelligence para gerir as operações e melhorar a gestão de franqueados.

Com mais de 50 anos de história, o segmento de franchising é um dos mais promissores do país, e é também um dos mais abertos à inovação: de acordo com a 1ª Pesquisa de Inovação nas Franquias Brasileiras, realizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC) e Conferência Nacional de Serviços (CNS), 91,8% das redes franqueadoras criaram ou contrataram novos produtos, serviços e tecnologias para melhorar sua competitividade desde 2014

Destas, cerca de 80% afirmam que inovar aumentou seu market share e 85% avaliam que tais iniciativas trouxeram maior rentabilidade.

Para o especialista em BI e CEO da BIMachine, Douglas Scheibler, esta é uma tendência que deve seguir em rota de crescimento. Segundo ele, o segmento de franquias está acompanhando outros movimentos de mercado na direção do BI, como o de varejo, e vem percebendo a análise de dados como um catalisador de negócios.

“Como as franquias estão, predominantemente, no varejo, e muitos players do varejo já estão colhendo ótimos resultados com o BI, os franqueadores estão mais interessados. Eles estão notando como é possível fazer isso com baixa complexidade, e avaliando a possibilidade de iniciar projetos em suas organizações”, aponta Scheibler.

A constatação do CEO foi reforçada durante reunião da região sul da Associação Brasileira de Franquias. Segundo o executivo, dos 40 franqueadores presentes (do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), cerca de 30 deles buscaram conhecer mais sobre a solução de BI da empresa.

“Mostramos nesta ocasião o nosso case com a Rede Calci, uma das maiores do varejo no Rio Grande do Sul, e tivemos uma ótima resposta. O BI representa um grande potencial de crescimento para o segmento de franquias, e contar com parceiros com tecnologia e experiência é o que faz a diferença”, finaliza Scheibler.

Fonte: Exame.com

Franquias faturam R$ 44 bilhões no 3º trimestre do ano, alta de 6,3%

Nos últimos 12 meses, a elevação foi de 7%, de R$ 159,82 bilhões para R$ 170,98 bilhões

O mercado de franquias brasileiro cresceu 6,3 por cento no terceiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período do ano passado, com o faturamento passando de 41,850 bilhões de reais para 44,479 bilhões de reais. Nos últimos 12 meses, a elevação foi de 7 por cento, de 159,826 bilhões de reais para 170,988 bilhões de reais. Os dados são da Pesquisa Trimestral de Desempenho do Franchising, divulgada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF).

De acordo com o presidente da ABF, Altino Cristofoletti Junior, as incertezas do cenário eleitoral, o aumento da inflação e a queda da confiança do consumidor e do empresariado refletiram no desempenho do terceiro trimestre.

“Embora tenhamos registrado um mês de agosto bastante positivo, nos meses de julho e setembro o consumidor estava mais retraído, possivelmente impactado pelas incertezas inerentes ao cenário pré-eleições. Para manter seu crescimento, o franchising brasileiro intensificou a busca por eficiência e novas soluções, o que se traduziu na busca por novos formatos, perfis de público e mercados”, disse.

Abertura de lojas

Os dados mostram que a abertura de lojas cresceu 1,4 por cento no período – sendo 3 por cento de abertura e 1,6 por cento de fechamento de unidades.

A pesquisa indicou também alta de 6,7 por cento no número de postos de trabalho, o que equivale a mais de 80 mil pessoas contratadas. O número de vagas passou de 1,205 milhão para 1,286 milhão. Na comparação com o segundo trimestre, o crescimento foi de 5 por cento. De acordo com o presidente da ABF, além da sazonalidade, os novos modelos de contratação previstos na reforma trabalhista contribuíram com o movimento.

Segundo o estudo da ABF, 11 segmentos tiveram desempenho superior no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2017. O segmento com maior crescimento no período foi entretenimento e lazer, com alta de 25,2 por cento. Em segundo, aparecem Serviços e Outros Negócios, com 10,3 por cento de crescimento, impulsionado, principalmente, pelos serviços logísticos.

O terceiro melhor colocado foi Saúde, Beleza e Bem-Estar, com 9,7 por cento, alavancado pela venda de produtos de higiene e beleza e o desempenho de redes de depilação e demais serviços estéticos. Alimentação ficou em 4º lugar (6,7 por cento), graças aos investimentos das redes em promoções, eficiência operacional e novos modelos e canais de venda, principalmente o delivery.

De acordo com as projeções da entidade, o ano de 2018 deve ser encerrado com crescimento de 7 por cento em faturamento e de 5 por cento em unidades franqueadas. Já o volume de redes em operação no país deve se estabilizar em 2.800.

A pesquisa foi realizada entre redes que representam cerca de 35 por cento das unidades e 44% do faturamento total do setor.

Fonte: Exame.com

Setor de franquias cresce 6,3% no terceiro trimestre

O mercado de franquias apresentou um crescimento de 6,3% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período no ano passado, segundo pesquisa da ABF (Associação Brasileira de Franchising).
Considerando os últimos 12 meses, houve um aumento de 7%. O  faturamento foi de R$ 159,8 bilhões para cerca de R$ 171 bilhões.

Todos os segmentos listados pelo órgão tiveram desempenho positivo no período. Repetindo o resultado da pesquisa do segundo trimestre, o setor que mais cresceu foi o de entretenimento e lazer, com alta de 25,2%.
Houve, no período, uma diversificação de serviços e expansão no número de unidades nesse segmento.

Em seguida, vem o setor de serviços, com 10,3% de crescimento, impulsionado pelas franquias de logística. Na terceira posição aparece o setor de saúde, beleza e bem-estar, que teve alta de 9,7%, com destaque para redes de depilação e outros serviços estéticos.

Também é ascendente o número de empregos no setor: no trimestre, a alta nas vagas foi de 6,7% -são hoje 1,286 milhão de pessoas trabalhando em de franquias.

Segundo André Friedheim, vice-presidente da ABF, a projeção de crescimento para o último trimestre é de 7%. Devem contribuir para o bom momento do setor as festas de fim de ano e o 13º salário, que incentivam o consumo.

Transformação digital tem ‘cobrado’ operações globalizadas das franquias

Alta de 118% no número de marcas brasileiras operando fora do Brasil é pouco frente ao potencial tupiniquim; compilar dados e usar e-commerce podem ser porta de entrada para novos mercados

A transformação digital e fomento à cultura de dados dentro do setor de franquias têm puxado o interesse de redes de diversos segmentos a iniciar uma empreitada internacional. Entre 2010 e 2018, o número de marcas brasileiras com presença no exterior foi de 45 para 142, alta de 118%.

Os dados, que fazem parte de uma pesquisa da Associação Brasileira de Franchising (ABF), apontam também que, entre 2010 até o momento, os destaques foram setores como informática, hotelaria e serviços (+300%); casa e construção (+280%); alimentação (+100%); e moda (+89%). Entre os países mais procurados estão Estados Unidos (46), Paraguai e Portugal (34), Bolívia (19), Colômbia (17) e Argentina (15).

De acordo com o sócio-diretor da consultoria empresarial BTR, Eduardo Terra, a possibilidade de expansão de negócios deve ser guiada pela capacidade do empresário em aperfeiçoar as plataformas de vendas online para outros países, mais conhecidas como e-commerce cross-border. “Há uma pressão global para que o Brasil eleve a oferta de plataformas deste tipo para o mundo. Pode ser um termômetro de demanda de consumidores estrangeiros por produtos brasileiros, com a possibilidade [do empresário] manter um centro de distribuição ou até abrir uma filial em outro país, se necessário”, declarou Terra.

Segundo uma pesquisa da Ebit/Nielsen, as vendas realizadas pelos comércios eletrônicos cross-border no Brasil somaram mais de R$ 12 bilhões. Esse número equivale a 20% de todo o e-commerce brasileiro. “Sabemos o tamanho do desafio para o setor de franquias para implementar essa transformação digital, mas é uma oportunidade de enxergar a concorrência e encarar as novas dinâmicas de mercado”, afirmou Terra.

Em perspectiva com o raciocínio de Terra, a diretora de franquias da rede Bibi Calçados, Andrea Kohlrausch, afirmou que o processo de transformação digital da empresa vem ocorrendo de forma orgânica e que as ações, recentemente implementadas no território nacional, podem ser aplicadas nas lojas na Bolívia e no Peru. “Já está disponível, por exemplo, a utilização da ferramenta de prateleira infinita para os nossos franqueados. Esse recurso fez, inclusive, com que o nível de engajamento dos vendedores aumentasse por meio das vendas do e-commerce”, afirmou ela, ressaltando o fato de que a plataforma está crescendo “dois dígitos” e representa 2,5% do faturamento bruto do negócio.

De acordo com a executiva, pelo fato da empresa já ter alguns parceiros estratégicos em alguns países e exportar para 70 países, a análise de dados do mercado e do perfil do consumidor local foi mais assertiva e possibilitou reformulações pontuais no portfólio.

“Logísticamente é mais fácil entrar pela América Latina. Hoje temos 3 unidades em Lima, no Peru e agora vamos abrir a primeira na Bolívia”, disse Andrea, lembrando o fato de que existe um departamento dedicado apenas às questões digitais do negócio.

De acordo com o estudo da ABF, aspectos como o investimento em canais virtuais, mídias digitais e estabelecimento de parcerias locais são determinantes no processo de êxito da expansão internacional.

Para o fundador da consultoria empresarial Varese Retail, Alberto Serrentino, tanto em um processo de expansão internacional ou nacional da marca, conhecer o perfil do consumidor local por meio da análise de dados é indispensável. “No caso do modelo de franchising, esse processo se mostra mais desafiador ainda, tendo em vista que os dados gerados dentro dessa cadeia são compartilhados para várias peças desse ecossistema.”

De acordo com ele, a possibilidade do negócio se adaptar a outros mercados só existe caso o toda a cadeia do franchising trabalhar em conjunto para absorver e interpretar as informações dos clientes, seja por meio de compras em aplicativos ou plataformas online.

Com 170 unidades no exterior, outra rede de franquias que têm investido na análise de dados é a iGUI, especializada no comércio de piscinas. “Após realizarmos a pesquisa do mercado local, caso haja necessidade, nós adaptamos o portfólio do negócio. Todos os nossos franqueados, em conjunto com o nosso escritório central, fazem ações nas redes sociais”, afirmou a diretora internacional da marca, Juliana Prado, destacando que tais mídias também desempenham papel de captação de possíveis franqueados.

Fonte: Diário Comercio Indústria e Serviço

Franquias do Futuro: As tendências do setor para os próximos 30 anos

No ano em que Pequenas Empresas & Grandes Negócios celebra 30 anos, penso que seja oportuno refletir sobre como será o franchising nos próximos 30 anos. Quais são as principais tendências que já nos fazem olhar para o setor de franquias no futuro?

Estamos vivendo um momento de inflexão na história da humanidade, no qual observamos uma completa mudança no modo de vida das pessoas. Um dos pontos relevantes é que as pessoas estão vivendo mais.

Nesse sentido, no franchising, franquias que atendam o público da terceira idade – seja no segmento de educação, saúde, alimentação, dentre outros – tendem a ocupar cada vez mais espaço. Nessa mesma linha, os negócios voltados à saudabilidade, focados na alimentação natural e no bem-estar das pessoas, também continuarão a crescer.

Outra grande tendência de negócios está relacionada à matriz energética dos países em todo o mundo. Estudos demográficos indicam que o planeta poderá ter 10 bilhões de habitantes em 2050. Com tamanho crescimento da população mundial, a utilização de fontes renováveis de energia impulsionará os negócios ambientalmente sustentáveis.

Vemos, por exemplo, redes de franquia de energia solar já em operação e outras tendem a surgir, como de energia eólica. Esses negócios aliados à economia do compartilhamento, que está na essência das redes de franquias, promoverá grandes oportunidades no franchising.

Os avanços tecnológicos estão proporcionando rápidas mudanças nas mais diversas áreas. Uma delas está relacionada aos meios de pagamentos. Participei recentemente de uma missão na China com empresários do varejo e do franchising. Lá, vimos, por exemplo, que os chineses utilizam em massa seus smartphones para pagar suas compras, via QR code, substituindo os cartões magnéticos e suas maquininhas.

O uso do big data tem feito com que, no varejo e no franchising, as empresas personalizem os seus produtos e serviços, e proporcionem uma nova experiência para este consumidor do século 21, mais antenado, exigente e conectado. Essa experiência, mais aprofundada na loja física, também se estende na loja on-line e em outros canais.

Há 30 anos, as franquias se limitavam à loja física. Hoje, elas são omnichannel. Estão em pontos de venda físicos, on-line, store in store, porta-a-porta, etc. Nos próximos 30 anos, as franquias devem estar focadas em entregar para o consumidor a sua necessidade.

O ambiente “loja física”, atualmente já reformulado, será ainda mais diferenciado, dedicado à experiência do consumidor. Talvez sejam ambientes até abertos. Teremos muito menos fricção na relação com o cliente, por exemplo, na questão dos meios de pagamentos.

A vida se tornou digital. No franchising, temos, por exemplo, redes de escolas de idiomas que ensinam em ambiente virtual, marcas que utilizam tecnologia 3D de realidade virtual, robótica... E isto é apenas o começo. Sequer sabemos até onde toda essa revolução tecnológica nos levará. O que temos certeza é de que as mudanças foram, são e continuarão a ser feitas em função do cliente – afinal, ele é o centro de tudo.

 

Fonte: Revista Pegn

Bancos e startups ampliam linhas de crédito para quem quer abrir franquia

Empréstimos do Bradesco para esse tipo de negócio quase dobraram em 2017.

Bancos e fintechs vêm ampliando linhas de crédito para quem quer empreender com franquias, motivadas pelo crescimento de 7,4% do setor nos últimos 12 meses.

Em 2017, a carteira de crédito do Bradesco para franquias mais do que dobrou em relação ao ano anterior. Para 2018, o crescimento deve ficar na casa dos dois dígitos, diz Antonio Gualberto Diniz, diretor de comercialização de produtos e serviços do banco.

A instituição possui atualmente 425 marcas conveniadas, que incluem 72 mil unidades. “Temos em torno de R$ 1 bilhão em linhas de crédito para franqueados”, diz.

No começo deste ano, o banco lançou uma linha de crédito de R$ 300 milhões voltada a esses empreendedores. A modalidade financia até 90% do valor do projeto, tem prazo de pagamento de até cinco anos, com carência de 12 meses, e taxa de juros a partir de 1,60% ao mês.

Desde 2016, o Bradesco tem uma equipe de seis profissionais dedicados às franquias. “O franqueado pode ter loja na rua ou no shopping. Os fluxos de caixa são muito diferentes. Por isso, a análise precisa ser especializada e qualitativa”, afirma Diniz.

De acordo com Alexandre Teixeira, superintendente-executivo da área de negócios e empresas do Santander, franquias atraem os bancos por possuírem uma taxa de inadimplência menor que de outros setores e crescimento acelerado nos últimos anos.

Com uma carteira de R$ 600 milhões, 17 mil clientes e 365 marcas parceiras, o Santander dispõe de cerca de R$ 5 bilhões pré-aprovados em crédito para o segmento de franquias, diz Teixeira. Entre as principais opções disponíveis pelo banco estão antecipação de recebíveis e capital de giro.

“A gente vê uma demanda para expansão de unidades, abertura de lojas ou reformas”, diz Kelly Campos, gerente-executiva do Banco do Brasil, onde as modalidades mais procuradas por franqueados são capital de giro, antecipação de recebíveis e financiamento de investimentos.

Com 121 marcas conveniadas e 12 mil unidades franqueadas correntistas, o banco mantém 170 agências exclusivas para atendimento de micro e pequenas empresas, incluindo franquias.

Fintechs são outra opção de financiamento. Na Kavod Lending, em operação desde agosto de 2017, mais de 80% da carteira é dedicada a franqueados. A Kavod já financiou R$ 3,2 milhões e espera fechar o ano com R$ 5 milhões em empréstimos concedidos.

O modelo de atuação da Kavod é semelhante ao de financiamento coletivo: de um lado, há empresas em busca do empréstimo e, de outro, mais de 2.000 investidores cadastrados. Cada um pode emprestar a partir de R$ 5.000 às empresas, até que o valor solicitado por elas seja atingido.

A Bcredi, que opera desde abril de 2017, oferece crédito online com garantia de imóvel. Com juros a partir de 1,14% ao mês e prazo de pagamento de até 15 anos e carência de seis meses, a linha financia entre R$ 50 mil e R$ 2 milhões.

Fonte: Folha.com.br

Setor de franquias mira cidades do interior, de olho em bons negócios

Franchising brasileiro tem apresentado desempenho superior ao dos setores de comércio e serviços. Microfranquias é a principal aposta para sustentar crescimento do mercado.

Em convenção na Bahia, lideranças do setor apresentam tendências e mercado para um dos segmentos da economia que mais crescem no país.

A chegada de franquias ao interior do país é um dos destaques da 18ª Convenção da Associação Brasileira de Franchising (ABF), evento que reúne, de hoje até domingo (21), as principais lideranças do setor em Comandatuba, na Bahia. Com a participação de cerca de 500 associados, a convenção traz como tema a colaboração e a transformação e funciona como painel para troca de ideias e projeções em torno de expectativas de mercado.

Um dos pontos destacados na edição é a tendência de interiorização de negócios em segmentos variados, como alimentação, serviços e outros negócios, turismo/hotelaria e saúde, entre outros. 
 
Fonte: Em.com.br

Na contramão da crise, setor de franquias projeta expansão de 8% em 2018 no Brasil

Franchising brasileiro tem apresentado desempenho superior ao dos setores de comércio e serviços. Microfranquias é a principal aposta para sustentar crescimento do mercado.

Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro tem expectativa de alta de 1,35% em 2018, conforme a última projeção do mercado financeiro, o setor de franquias prevê expansão de 8% em seu faturamento e de 3% em número de unidades. É o que apontam as estimativas da Associação Brasileira de Franchising (ABF), que promove, a partir desta quinta-feira (27), a 12ª edição da Expo Franchising no Rio.

Segundo a ABF, o franchising brasileiro responde por 2,4% do PIB e emprega diretamente mais de 1,2 milhão de trabalhadores. Com cerca de 2,8 mil marcas franqueadoras e mais de 140 mil unidades franqueadas espalhadas por todo o país, o setor registra um faturamento anual na casa de R$ 160 bilhões.

Em meio à crise econômica, o mercado de franquias tem mostrado desempenho superior ao dos setores de comércio e serviços no país. Até junho, o franchising brasileiro havia registrado aumento de 7,4% em sua receita no acumulado dos últimos 12 meses. No mesmo período, o comércio varejista viu sua receita aumentar em 3,3%, enquanto o setor de serviços registrou retração de 1,2%, segundos dados do IBGE.

Para a ABF, o desempenho do setor diante do cenário de incertezas econômica e política do país se deve ao empenho das redes em diversificar formatos e produtos para atrair novos investidores. A principal aposta do mercado tem sido as microfranquias, modelos de negócios compactos que exigem espaço pequeno e que demandam investimento de até R$ 90 mil e são voltadas para quem quer começar a empreender.

A empresária Simone Carreira, de 47 anos, que há três anos ingressou no mercado de franquias, confirma as boas expectativas do setor. Demitida de um cargo executivo após 20 anos na mesma empresa, ela viu no modelo de microfranquia a oportunidade de se reinventar profissionalmente. “Já estou na segunda unidade e já pensando em abrir a terceira”, conta.

Simone revela que sempre teve vontade de empreender, mas o emprego estável e uma carreira sólido como executiva aquietaram seu desejo. O desemprego foi a oportunidade para ela tocar o próprio negócio. “Não queria começar do zero em outra empresa. Comecei a estudar e vi que franquia era uma boa opção. É legal, porque é um modelo já testado”, diz.

Depois de muito pesquisar o mercado, ela decidiu investir numa franquia voltado ao setor de serviços de limpeza – uma empresa que agencia diaristas e mensalistas. “Identifiquei que era um mercado em expansão. Era um investimento dentro do que eu podia assumir e nos primeiros seis meses eu já tinha recuperado”, destaca.

“Estou realmente bem satisfeita, tanto em termos financeiros quanto em qualidade de vida. Existe o estresse, claro, eu não tenho salário garantido no final do mês, mas tem valido a pena”, diz.

Expo Franchising
Com foco nos novos empreendedores, a ABF espera atrair cerca de 20 mil pessoas na 12ª edição feira que realiza no Rio de Janeiro até o próximo sábado (29). Mais de 100 marcas estarão presentes no evento, que acontece no Riocentro.

Na quinta e na sexta-feira, a feira funcionará das 12h às 20h. No sábado, começa mais cedo, às 10h. Os ingressos custam R$ 55.

Fonte: G1

Franquias driblam a crise e crescem no 1º semestre no Paraná

No Estado, os segmentos de alimentação, saúde, beleza e bem estar são os principais

Mesmo com a crise persistente, um setor vem conseguindo driblar as dificuldades. O setor de franquias vem de vento em popa e fechou o primeiro semestre deste ano com um crescimento nominal no faturamento de 8,4% no País, quando comparado ao mesmo período de 2017. O faturamento passou de R$ R$ 37,565 bilhões para R$ 40,734 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Neste cenário, o Paraná acompanhou o movimento e também teve ganhos consideráveis de janeiro a junho deste ano. O Estado viu crescer o faturamento de R$ 4,112 bilhões nos seis primeiros meses de 2017 para R$ 4,699 bilhões neste ano, uma alta de 14,3%, acima da média nacional. Na região Sul, houve um crescimento de 10,3% no faturamento, passando de R$ 12 bilhões.

No Paraná, os segmentos que mais impactam o setor de franquias são o de alimentação, saúde, beleza e bem estar, que, juntos, representam quase a metade do total de empreendimentos no Estado. O Paraná fechou o primeiro semestre com 5.727 negócios em franquia. Os segmentos acima totalizaram 2.7725 negócios.

No Estado eram 538 redes em atuação no primeiro semestre de 2017 e agora são 609, um salto de 13%.

A Associação Brasileira de Franchising divulga os números do franchising baseados nos resultados das Pesquisas Trimestrais de Desempenho do Setor de Franquias no País, o Balanço Anual e outros estudos relevantes que fazem uma radiografia e traçam o perfil da indústria do franchising brasileiro.

Franquias no Paraná por segmento

Alimentação

1.651

Casa e construção

537

Comunicação, informática e eletrônicos

164

Entretenimento e lazer

27

Hotelaria e turismo

113

Limpeza e conservação

125

Moda

515

Saúde, beleza e bem estar

1.074

Serviços automotivos

390

Serviços e outros negócios

332

Serviços educacionais

799

Total

5.727

Galerias de supermercado atraem desde pequenos empreendedores a grandes franquias

O funcionamento de lojas anexas aos supermercados é uma tendência que já se consolidou, especialmente por serem grandes aliadas dos consumidores, que tem fácil acesso a mais serviços em um mesmo local, otimizando seu tempo com comodidade e segurança. O crescimento do setor de supermercados – 2% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2017, segundo o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) – também significa melhora nas vendas deste tipo de ponto comercial. “Ao fazer suas compras, o cliente já aproveita para pagar contas na lotérica, fazer refeições, passar na farmácia e utilizar serviços de chaveiro, cabeleireiro, sapataria e conserto de roupas, por exemplo”, observa Paola Noguchi, diretora executiva da DCL Real Estate, empresa que oferece soluções imobiliárias em diversos setores como varejo, logística, corporate, shoppings centers e self storage.

A integração tornou o varejo um centro de compras completo, com recursos para suprir diferentes necessidades com conforto e conveniência. É uma via de mão dupla – o supermercado oferece espaço seguro e com estacionamento e as galerias complementam as soluções oferecidas no local. Paola ressalta que o custo-benefício para o empreendedor é excelente, pois o lojista tem a vantagem de contar com um fluxo garantido e maior de pessoas e a possibilidade de atrelar a imagem do seu negócio ao de uma grande marca. “Todos os imóveis da DCL ocupados por supermercados possuem espaços para lojas. O perfil dos locatários é bastante diversificado e atendemos desde pequenos empreendedores até grandes franquias”, comenta.

O Salão de Beleza Princess Hair, que atua em Curitiba há mais de 20 anos, possui uma rede com quatro unidades, sendo que uma faz parte da galeria do Walmart do bairro Juvevê. O salão, que oferece serviços diferenciados, com atendimento exclusivo e profissionais altamente qualificados, é um dos exemplos que confirmam o sucesso das galerias. Além de manter os negócios já existentes, as marcas estão ampliando sua atuação. O Boticário passou de um quiosque no Hipermercado BIG, localizado no bairro Xaxim, em Curitiba, para uma loja maior no mesmo local em junho. Para Paola, a tendência é que o mix de produtos e serviços fique cada vez mais diversificado e com a presença de marcas relevantes, elevando o nível de experiência de compras.

O conceito de last mile – ou última milha, em português – faz parte da logística das empresas e têm ganhando atenção especial do e-commerce, que ainda tem dificuldades de entregar seus produtos aos consumidores. O last mile é a última etapa da entrega da mercadoria ao consumidor final, fase decisiva do processo logístico e que determina a qualidade do serviço prestado pela loja e o seu comprometimento com o cliente. Uma das soluções para resolver questões como atrasos, extravios e alto custo do transporte é criar parcerias com lojistas que desejam se tornar um pick up point, ou seja, um ponto de retirada.

A solução é vantajosa para todos os envolvidos – o comércio eletrônico resolve os problemas com o last mile, o consumidor fica satisfeito e a loja que se torna um ponto de retirada tem maior fluxo de pessoas, com mais chances de aumentar as vendas e ainda recebe uma pequena comissão sobre os produtos entregues. Não vai gerar nenhum custo adicional para o lojista. Paola ressalta que ao se tornar um local de entrega, troca ou devolução do e-commerce, a loja tem sua divulgação ampliada e atrai novos clientes. “Eu acredito que esta é uma tendência muito forte para as galerias e se tornará realidade em breve”, completa a executiva.