Franquia: saiba como escolher o segmento de acordo com seu perfil

 

Feira do setor começa esta semana no Rio com mais de 250 marcas expositoras

RIO - Os números animam. De acordo com o levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF), em um ano economicamente complicado, o mercado de franquias no Rio cresceu 2,1% no primeiro semestre de 2017, faturando cerca de R$ 7,8 bilhões. No acumulado do primeiro semestre deste ano, o crescimento no faturamento foi de 8% comparado com mesmo período de 2016. Os números de redes e de pontos também aumentaram. A “mortalidade” é pequena: em torno de 5%.

Baseando-se nisso, muitas pessoas que sonham em abrir um negócio — ou que são empurradas para isto por conta da escassez no mercado do trabalho — optam pela “pseudo segurança” de franquias.

No entanto, elas se esquecem que fora o desempenho do setor e o preço da franquia, outros fatores devem ser levados em conta antes de optar por um negócio. E o mais importante deles é o perfil e a personalidade do empreendedor. Não adianta comprar uma franquia de hambúrgueres se o investidor é vegano.

— As pessoas não podem ir atrás de modismos, é preciso escolher uma área que se goste. E, por incrível que pareça, já vi muita gente cometer este tipo de falha. É preciso se perguntar: o que faz sentido pra mim? — diz o professor da FGV e diretor executivo do Canal Vertical, Roberto Kanter.

Assim fez o contador Marcelo Martins Fonseca, de 49 anos, que abriu uma unidade da ContabExpress há um mês. Após 20 anos numa empresa privada e de uma malsucedida experiência com um sócio, ele decidiu apostar no sistema de franquias.

— Optei por essa modalidade pois, enquanto eles cuidam mais da parte operacional, posso gerenciar a empresa, além de visitar e entrar em contato com os clientes, que é o que realmente gosto de fazer — conta ele.

Nos dias 28 a 30, 250 marcas estarão na Expo Franchising ABF Rio, no Riocentro. Para facilitar a escolha, selecionamos os setores que tiveram crescimento no faturamento no primeiro semestre e perguntamos para especialistas como deve ser o perfil do empreendedor para cada um.

 

Educação
Por conta do público alvo é ideal para pessoas com boa desenvoltura verbal e escrita, que tenham bastante comprometimento e que tenham capacidade para motivar pessoas. Já quem não gosta de ensinar deve evitar esse tipo de negócio.
Serviços e Outros Negócios
É indicado para quem gosta de prestar consultoria e que tenha facilidade ou seja bom negociador, uma constante no cotidiano do segmento. Mas evite esse tipo de segmento caso não tenha conhecimento técnico especializado. É recomendado ter noção mínima do funcionamento da atividade para poder orientar a equipe.
Limpeza e conservação
É indicado para quem tem facilidade para lidar com pessoas e tenha capacidade de liderança e motivação elevadas. Evite esse segmento se você não é muito organizado e não tem muita noção de administração.
Saúde, Beleza e Bem-estar
Um dos segmentos que mais exige identificação com a marca. Vale destacar também a necessidade de ser bem comunicativo e ter facilidade de expressão. Evite caso não tenha conhecimento sobre novidades sobre saúde, beleza e corpo.
Hotelaria e turismo
É vital que o franqueado goste de viajar e tenha tido experiências em viagens. Isso é importante para aumentar a rede de network, que precisa ser grande nesse segmento. Quem não sabe lidar com o público, tem um perfil mais fechado ou não tem muito conhecimento em idiomas deve evitar esse nicho.
Alimentação
É indicado para o franqueado que esteja disposto a abdicar de feriados e finais de semana. Também é importante que ele goste de cozinhar e que tenha facilidade para administrar conflitos. Deve ser evitados por franqueados tipo investidores Fonte: Jaqueline Garcia, do Sebrae, e André Pereira, da GSPP.

Além do gosto pelo segmento, Eliane Bernardino, presidente da ABF Rio, defende que, ao escolher uma marca, é preciso identificação com os valores, a cultura e o propósito da empresa.

— Não é compra de um emprego, nem é um negocio independente, no qual há liberdade para fazer mudanças. É importante conhecer antes qual o papel de cada parte. E entender as vantagens e as desvantagens do sistema — defende ela.

André Luis Soares Pereira, fundador e consultor da GSPP, compartilha da opinião. Para ele, o primeiro passo quando se pretende montar uma franquia é verificar se existe aptidão para empreender.

— É preciso estar disposto a correr riscos, não ter salário fixo, trabalhar muito mais do que sendo CLT e ter capital disponível para o negócio que pretende montar — diz ele, que continua:

— Da mesma maneira que as franqueadoras sérias avaliam os candidatos que almejam ingressar na sua rede, os candidatos a franqueados também devem analisar com muito critério onde estarão investindo suas economias. Essa escolha é um passo importante e muitas vezes definitivo na vida de uma pessoa. Não é uma compra de impulso, de paixão pelo produto ou por uma determinada marca. Esta decisão requer uma análise prévia criteriosa e um envolvimento profundo após a tomada de decisão — argumenta ele.

Roberto Moreno tem uma unidade do Spa do Pé há mais de 20 anos. Consultor de engenharia, ele queria mudar de área e viu no segmento de bem-estar uma boa opção para empreender. Procurou, pesquisou e acredita que tomou a decisão correta.

— A crise afetou a todos, mas, como tenho uma clientela de bairro muito fiel há mais de 20 anos, a perda não foi catastrófica — explica ele, que tem apoio do franqueador para a substituição de mão de obra quando necessário e marketing.

 

PERGUNTAS BÁSICAS

Saber o que a franquia oferece é uma das dúvidas iniciais que o interessado deve tirar ao conversar com a empresa, defende Eliane. Segundo ela, vale perguntar quem são os fornecedores da marca, qual a margem de lucro, qual o suporte que será dado no início e durante a operação, onde e quanto tempo dura o treinamento e se há algum custo adicional.

— Um franqueador atento vai responder a todas estas dúvidas sem problema. Durante a feira, analise o atendimento no estandes, se é objetivo e transparente — aconselha ela.

Pereira também salienta a necessidade de procurar ler sobre a lei de franquia para ter mais fundamento na sua escolha. E não se esquecer de pesquisar os aspectos jurídicos, financeiros, operacionais e comerciais da marca.

— Caso não se sinta confortável para fazer essa pesquisa sozinho, contrate algum especialista da área. E faça contato com os ex e atuais franqueados, para saber se estão satisfeitos — defende.

 

OPINIÃO DE FRANQUEADORES

"No setor de limpeza e conservador, é ideal que o franqueado tenha conhecimentos básicos do segmento e foco em prestação de serviço" - Alessandra Luchi, diretora de franquia da Igui Trata bem

"Em alimentação, ele deve gostar de liderar pessoas com perfis variados, ter humildade e determinaçaõ para liderar por exemplo" - Antonio Moreira Leite, CEO do Grupo Trigo

"O segredo de um ramo tão competitivo como o de alimentação é a presença constante e atuante do dono" - Julio Monteiro, CEO da Megamatte

"O ramo de educação requer um empreendedor que tenha compromisso com o desenvolvimento do próprio país. Quem estiver pensando num negócio apenas por lucro, melhor procurar outra possibilidade" - Rogério Gama, diretor executivo do Yes

"Para trabalhar com hotelaria/turismo/agência de intercâmbio, é preciso mais do que gostar de viagens, é preciso conhecer os principais destinos do mundo" - Marília Cardoso, proprietária da Trust

Fonte: oglobo.globo.com

Para entrar num dos mercados mais competitivos do mundo, uma palavra é essencial: inovação.

No começo do século 20, os Estados Unidos eram a terra prometida para imigrantes de diversos países. Mais de cem anos depois, é a vez dos empresários brasileiros “fazerem a América”.

Com um mundo cada vez mais globalizado, as chances de empresas brasileiras aportarem no mercado americano são cada vez maiores.

No ano passado, os americanos importaram U$S 28 bilhões do Brasil e os investimentos de brasileiros no país chegaram a U$S 23 bilhões.

Para entrar num dos mercados mais competitivos do mundo, uma palavra é essencial: inovação. 

Esse foi o tema central do seminário “Inovação no Varejo: internacionalizando sua empresa com foco no mercado norte-americano”, promovido pela Associação Comercial de São Paulo e pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo.

O convidado é um dos maiores especialistas na matéria: Hitendra Patel, professor de inovação e crescimento estratégico da Universidade de Toronto, palestrante e autor de quatro livros.

 

MUDANÇAS

De acordo com Patel, existem quatro grandes áreas de inovação que estão mudando a forma como consumimos: saúde, conectividade, sustentabilidade e robótica. “As mudanças estão acontecendo muito mais velozmente do que nos anos anteriores”, afirma Patel. “Resista às mudanças e você irá morrer.” No quesito sustentabilidade, um dos pontos que os varejistas têm de considerar é a economia circular e a reciclagem de resíduos. “Lixo é dinheiro”, diz Patel. A preocupação com saúde também se tornou um dos ítens mais debatidos nos últimos tempos. As pessoas querem viver mais, por isso cada vez mais empresas estão dedicadas à saúde e ao prolongamento da vida. No futuro, dispositivos serão capazes de identificar doenças. Para os varejistas a grande questão é: O que essas pessoas, com maior longevidade, irão consumir nos próximos anos? A conectividade também está transformando o consumo e o varejo, principalmente com advento do Big Data e da Internet das Coisas. A Alexa, assistente virtual inteligente desenvolvido pela Amazon, é um dos sistemas que já conseguem integrar a tecnologia e o comércio. Num futuro não muito distante, todas as casas estarão conectadas em dispositivos semelhantes. A robótica irá transformar a indústria e também o dia a dia das pessoas e das empresas. Para Patel, em um futuro próximo, os robôs irão realizar as tarefas que os humanos não quiserem.

 

CONSUMIDORES

Existem quatro perfis de consumidores que os empreendedores devem estar atentos. O primeiro são os Millennials, jovens nascidos a partir de 1984. A geração, que já está mudando as relações de trabalho, tem uma nova maneira de consumir. Eles não estão preocupados em possuir, mas em viver experiências. Os Baby Boomers, nascidos entre a década de 1950 e 1960, estão entrando na faixa da terceira idade. Aposentados e com dinheiro para gastar (realidade comum principalmente nos Estados Unidos), essa geração é cada vez mais numerosa e disposta adquirir produtos e serviços. A mais nova geração já tem nome: os Centennials, os nascidos depois de 1996. Eles têm ainda mais facilidade para lidar com um mundo conectado do que os Millennials. Eles são a geração que já nasceu acostumado com as facilidades do mundo virtual e que irão querer cada vez mais praticidade. Os empresários que planejam entrar no mercado americano precisam considerar os hispânicos como um dos perfis importantes de consumidores. Nos Estados Unidos, eles já são mais de 50 milhões. Até 2050, o número deverá salta para 130 milhões.

 

INOVAÇÃO

De acordo com Patel, independe do mercado que o empresário quer atingir, a inovação é o caminho para alcançar essas novas gerações de consumidores. O especialista tem sua própria trajetória para desenvolver uma grande ideia. O primeiro passo é ter uma boa bagagem: conversar com pessoas de diferentes perfis, ter acesso a informações diversificadas e perseguir o conhecimento. É o que ele chama de pontos. Depois, é preciso conectar esses pontos diferentes e de formas diversas. Essa tarefa é um exercício complexo de reconectar todas essas informações até que surja o momento eureca. Por fim, é preciso executar essa ideia. “Para isso, não existe linha reta”, afirma Patel. “É um processo que envolve erros, acertos e testes”.


Fonte: dcomercio.com.br

O mundo tem dinheiro a dar com pau, diz Abilio a empreendedores

Em mentoria a empreendedores, empresário diz que o que falta no mundo não é dinheiro nem projetos, mas sim boa gestão.

 

São Paulo – Se você é empreendedor ou sonha em ter o seu negócio, deve sonhar também em bater um papo com um dos maiores empresários do país, Abilio Diniz.

Na semana passada, alguns empreendedores tiveram essa chance. Abilio participou de uma mentoria online promovida pela Endeavor e durante uma hora respondeu a perguntas de empreendedores interessados em aprender com a experiência dele. A conversa foi transmitida ao vivo por EXAME (veja o vídeo ao final do texto).

Na mentoria, Abilio falou sobre temas caros a quem tem a sua própria empresa como gestão, demissões e crise, e também sobre felicidade e vida pessoal . Contou ainda sobre os aprendizados que teve em sua trajetória como empreendedor.

Por muitos anos, Abilio Diniz foi conhecido por estar à frente do Pão de Açúcar e hoje está no Carrefour, na BRF e na Península, empresa que atua no mercado financeiro.

Leia abaixo os principais trechos da mentoria com Ablílio Diniz com perguntas enviadas por empreendedores.

 

Como você encara a situação do Brasil hoje, o quanto isso influencia suas decisões de empreendedor?

Abilio Diniz – Chamo a atenção para o fato de que não é só no Brasil. Hoje qualquer um tem que olhar para velocidade com que o mundo se transforma. Quem garante que a fabricação de carros vai ser tão importante no futuro, por exemplo? Todo investidor tem que olhar para as incertezas do mundo de hoje. E no Brasil também uma incerteza política.

Eu sou menos pessimista em relação ao Brasil do que estou preocupado com esses movimentos mundiais. Acho que o Brasil retomou seu caminho, acho que estamos numa crise política complicada, muita turbulência, mas a economia está retomando, a descida pela rampa foi estancada, a inflação está contida e com isso as famílias consomem mais, gera mais empregos. Eu tenho uma expectativa de renovação na política, espero que os brasileiros votem melhor, espero uma renovação no Congresso e no Executivo. Acho que ninguém vai segurar o Brasil.

Você passou por cenários adversos ao longo de sua história. Como focar no crescimento em momentos tão adversos?

Temos que ter uma ideia muito clara de que crise termina. Senão, não é crise, é algo estrutural. Crise tem início, meio e fim. Quando se tem essa consciência, durante a crise você se prepara, não faz movimentos bruscos. Nos momentos mais difíceis, você faz como se estivesse jogando xadrex e move somente os peões, não move as peças grandes. Faça movimentos mais cautelosos. E é preciso saber se preparar para o que vem depois da crise. Todo cara competente se segura na crise, salta depois e cresce.

O que te move depois tantos altos e baixos?

Eu gosto do que faço. Não paro porque gosto. Esse é o grande ponto, gostamos de empreender, gostamos de empresa, eu e pessoas como o Jorge Paulo Lehmann, a gente se diverte fazendo. Porque, se eu não trabalhasse, se eu diminuísse o ritmo, o que eu iria fazer? Ficar mais em casa? De jeito nenhum.

Que dicas pode dar para quem quer empreender com pouco ou nenhum recurso? 

É preciso ter muito clara a diferença entre o empreendedor e aquele que decide fazer uma carreira de executivo. Para o empreendedor, o fim do mês é o momento de pagar conta. Para o executivo, é um momento de receber. Os riscos de uma vida de executivo são muito menores do que do empreendedor. E é necessário tomar risco, se não toma risco vai ser difícil crescer. Mas tem que ser um risco bem calculado. Qualquer empreendedor tem que seguir a seguinte regrinha: diagnóstico, planejamento e ação.

Uma coisa que eu sempre busquei é benchmark. Questiono sempre: ‘quem é o melhor do mundo nesse negócio que eu quero fazer?’. Sempre fui muito mais um copiador do que um inventor. Se ninguém está fazendo aquilo, desconfie se o negócio é bom mesmo.

Depois desse benchmark, do diagnóstico, aí você parte para o planejamento e para a ação. Tem que ter cuidado, mas tem que tomar risco.

No mundo empreendedor fala-se muito em barriga no balcão. Como é barriga no balcão?

Barriga no balcão é boa até certo ponto. Se a pessoa fica sempre com a barriga no balcão, ela não empreendedora é técnica. Quanto mais você fica ali na operação, mais desenvolve sua capacidade de fazer aquilo. Mas técnico você contrata, já o empreendedor, o visionário, o cara que tem a garra para avançar é um pouco diferente.

Por isso, quando o negócio está pequeno, não é problema colocar a barriga no balcão, mas quando o negócio cresce o empreendedor precisa passar a ser um gestor. Gestão é um elemento escasso no mundo. O mundo tem uma quantidade enorme de projetos. O mundo tem dinheiro a dar com pau, se você tem um bom projeto vai buscar investimento. O que falta no mundo é gestão. As empresas crescem, morrem, expandem pela gestão e isso está ligado com liderança, e esse é um elemento escasso no mundo.

Atualmente as pessoas associam escalabilidade a modelos digitais. Você é um empreendedor do varejo. O que pode ensinar para essa turma que olha o digital?

Como eu disse, eu gosto de olhar para quem está dando certo. E tem um cara que eu admiro que é o Jeff Bezos, procuro ler o que ele fala. O digital e o e-commerce são um negócio de conveniência. Você está entregando na casa da pessoa, te que ser o mais conveniente possível. E na cabeça do Bezos “temos que viver para o consumidor.” Tenho que entender o consumidor tentar adivinhar o que ele pensa antes dele saber o que ele quer. Quem vai entrar nesse meio não pode esquecer disso.

E tem a conjugação do online com o físico, que também é conveniência. A Amazon e o Alibaba estão fazendo loja física. Eles descobriram que as pessoas muitas vezes pesquisam no digital e depois vão comprar no físico. O cara quer comprar uma bicicleta, pesquisa na internet e escolhe, diz: ‘Essa é a bike que eu quero, agora deixa eu apalpar, deixa eu sentar’. No momento da finalização, elas vão no físico.

Essa conjugação é importante. Tem muito pouca gente que aprendeu a fazer isso. Tem gente que está esquecendo o físico, o que acho errado.

Você já demitiu? Como foi a experiência?

Vou citar Maquiavel: ‘O mal você faz rápido, o bem você vai fazendo aos pouquinhos para que dure’. Se você vai demitir alguém, faz rápido, liquida o assunto e vira a pagina. É um erro tentar ver se pode conseguir melhorar. Se já deu chances e a situação não mudou, o melhor é liquidar a fatura logo, quanto mais depressa melhor.

E quando o problema é um sócio?

Então você está na sociedade errada. A melhor maneira para lidar é através do dialogo. Eu gosto das pessoas que têm divergências comigo, que tenham ideias diferentes da minha, aí eu posso crescer. O cara que diz que eu sou bacana, eu sou ótimo, isso eu já sei. Eu quero a divergência. Nesse caso minha regra é: ‘Vamos conversar, ou você me convence ou eu te convenço’. Se não conseguirem chegar a um acordo, quem está em cima fala: ‘Já te escutei, não me convenceu, faz do jeito que estou falando’.

Você pensa que humildade é usar roupa velha? Não é assim. É saber escutar, é o respeito pelas ideias do outro. Quando você faz isso as pessoas te respeitam. Você verifica se aquela ideia é melhor do que a sua e toma a decisão.

O que fez pra ser um empreendedor melhor na sua trajetória?

Tem uma coisa que acredito: você cresce muito mais nas dificuldades, nas tristezas, do que na alegria. Na alegria você desfruta, na adversidade você aprende.

O momento mais importante da minha vida foi quando o Pão de Açúcar quase quebrou. Ninguém acreditava que a gente fosse sair. Eu estava no meio de um conflito de família, a empresa quebrando, e no meio disso eu fui sequestrado. Foi um período muito difícil na minha vida. Quando saí do outro lado, era um homem muito diferente.

Isso não quer dizer que eu recomendo ‘arrume um sofrimento para poder crescer’. Mas, então, quando você tem momentos sofridos, não se queixe tanto, pense o que pode tirar daquilo. Quando algo está dando errado pense ‘onde posso melhorar’, em vez de buscar na janela quem é o culpado. Assim, a pessoa cresce. Eu não tenho nada de excepcional que as outras pessoas não tenham. Minha vida sempre foi degrau por degrau. O que tive de diferente foi garra, vontade de fazer.

O que pode nos dizer sobre ambição?

Quando colocar a ambição como meta, não deixe de dar valor àquilo que você tem hoje. Você pode ter sonhos, mas não deixe de dar valor para o que conseguiu. As pessoas ficam infelizes porque colocam metas lá frente que ainda não alcançaram. É preciso dar valor às coisas pequenas da vida pra poder ser feliz. Tem que ser feliz todos os dias.

Dá para equilibrar vida pessoal e profissional?

Isso é muito importante. A coisa que mais valorizo é a felicidade. Você pode ser o cara mais rico do mundo e não ser feliz. A vida é composta de papéis e atividades e a sabedoria da vida é manter isso em equilíbrio. O que adianta ter um emprego bacana, ter um empreendimento, mas trabalhar tanto que sua mulher e filhos estão dormindo quando você chega em casa? E por outro lado, ter uma família feliz, mas não ter empenho no trabalho para as suas realizações?

Se pudesse voltar no tempo que decisões gostaria de ter tomado?

As pessoas perguntam: ‘Qual foi o grande erro da sua vida?’ O grande erro foi o contrato que fiz com o Casino em 2005. Eu faria de novo, mas faria bem feito. Se você vai contratar alguma coisa, o momento do contrato é o mais importante. Tem que prever todas as possibilidades e, se brigar, briga no contrato, não lá na frente. O contrato mal feito é um desastre. Dê importância ao momento de contratar, vá à exaustão, tome o tempo que for necessário, prefiro não fazer o negócio do que fazer mal feito.

Veja o vídeo completo da entrevista aqui:



Fonte: exame.abril.com.br

Setor de franquias cresceu 6,8% no 2º trimestre

Considerando os períodos de 6 e 12 meses, crescimento chega a 8%;  Setor volta a gerar empregos diretos, após queda no primeiro trimestre; Segmentos que mais cresceram foram Hotelaria e Turismo; Saúde, Beleza e Bem-estar e Casa e Construção.

 

O mercado de franquias brasileiro registrou um crescimento nominal de 6,8% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O faturamento de abril a junho passou de R$ 35,180 bilhões para R$ 37,565 bilhões. É o que mostra a Pesquisa Trimestral de Desempenho do Franchising divulgada hoje pela ABF. Embora o índice registrado no segundo trimestre de 2016 (crescimento de 8,1%) seja maior do que o deste ano, considerando-se a inflação (o IPCA acumulado de 12 meses foi de apenas 3%), o resultado deste ano foi superior, apontando ganhos significativos frente um panorama macroeconômico ainda desafiador. Considerando-se períodos mais longos, de 6 e 12 meses, nota-se que o setor mantém um ritmo de crescimento nominal moderado na casa dos 8%.

A ABF atribui este desempenho à melhora de alguns indicadores macroeconômicos, como a queda da inflação e expansão do crédito às famílias, à projeção de tímido crescimento do PIB em 2017, e fatores pontuais, como o saque das contas inativas do FGTS, associados à busca incessante do setor de franquias por mais eficiência, novos mercados e por reconquistar o consumidor. Para o presidente da ABF, Altino Cristofoletti Junior, “paulatinamente, o setor vem fortalecendo seu crescimento em termos reais. Isso é muito importante visto que no período enfrentamos um mês de deflação e severas incertezas políticas. Esse desempenho mostra a capacidade de reinvenção do setor e os benefícios da operação em rede”.

FATURAMENTO TRIMESTRAL DO SETOR DE FRANQUIAS (em milhões)

 

 

Analisando-se os dados de janeiro a junho de 2017 (Year to Date – YTD) em relação ao mesmo período anterior, o crescimento foi de 8%, passando de R$ 68,890 bilhões para R$ 74,428 bilhões.

 

FATURAMENTO SEMESTRAL DO SETOR DE FRANQUIAS (em milhões)

 

Quanto ao faturamento acumulado dos últimos 12 meses, o estudo revela que o sistema de franquias alcançou crescimento de 8,4%, com avanço da receita de R$144,615 bilhões para R$ 156,784 bilhões.

Outro dado positivo trazido pela pesquisa trimestral da ABF foi a ampliação do número de empregos formais gerados no setor. Houve uma retomada na oferta de novas vagas que totalizou 1.200.694 trabalhadores diretamente empregados no sistema, 1% a mais do que no primeiro trimestre de 2017. Comparativamente, segundo o IBGE, o desemprego no Brasil registrou queda de 0,7% em relação ao trimestre anterior.

“O desempenho positivo do setor e o relativo aumento no número de empregos demonstram que as empresas do franchising seguem uma trajetória de recuperação. Observamos que as redes continuam focadas em obter ganhos de eficiência na gestão, fazendo mais com menos, investindo na multicanalidade, em novas estratégias comerciais, enfim, atentas aos movimentos do mercado para responder rapidamente aos desafios desse período difícil vivido pelo País”, declara Cristofoletti. Ainda segundo o presidente da ABF, esse quadro associado às projeções do mercado para o ano de 2017, com crescimento do PIB em 0,34% e inflação abaixo do centro da meta, em 3,45%, reforçam a trajetória atual e a manutenção da projeção de crescimento do setor este ano que, de acordo com a ABF, deve ficar entre 7% e 9%.

Quanto ao movimento de abertura e fechamento de unidades, o levantamento sugere um ritmo moderado. No 2º trimestre deste ano, foram abertos 3,2% pontos de venda na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 144.074 unidades de franquia em operação no País, e fechadas 1,3%, resultando num saldo de 1,9%. Para Cristofoletti, “estamos passando por um período de maior conservadorismo na expansão, mas é ainda muito considerável o número de redes e empreendedores que continuam em movimento, tanto visando ganhos de curto prazo, como ocupando mercado para quando a economia se recuperar”. Nesse sentido, os multifranqueados (franqueados com duas ou mais unidades de uma mesma marca) e franqueados multimarcas (com unidades de redes diferentes), associados ou não ao repasse de unidades, têm sido cada vez mais importantes para a manutenção do dinamismo do setor.

Em termos de número de redes, houve uma queda de 2% em relação à dezembro de 2016. Atualmente, temos 2979 redes atuando no Brasil. Além da diminuição da atividade econômica, um fator que tem contribuído para este movimento é que redes de menor porte, ao promover adequações ao atual cenário, acabam focando suas operações próprias. No entanto, novas marcas continuam a chegar ao setor, brasileiras e estrangeiras.

Segmentos

Entre os segmentos, a maior variação de receita trimestral foi registrada em Hotelaria e Turismo, com 10,1% de crescimento. O desempenho foi favorecido pela recuperação do segmento em relação ao ano passado, bastante impactado pela crise. Em segundo lugar ficou Saúde, Beleza e Bem-Estar (9,4%), favorecido pelo aumento da procura por clínicas populares, pelo investimento de grandes redes na multicanalidade, entre outros fatores. Na terceira posição, está o segmento de Casa e Construção (8,6%), demonstrando uma leve recuperação frente ao mesmo período do ano passado, a exemplo do que ocorreu com o segmento de Hotelaria e Turismo. A seguir vem Entretenimento e Lazer (7%) e Comunicação, Informática e Eletrônicos (6,6%).

Desempenho regional reforça interiorização
Em termos de faturamento, a pesquisa indicou pequenas variações nas participações das Regiões e dos Estados. Confira:

Setor de franquias

 

Setor de franquiasPorém em número de unidades, o estudo aponta que houve aumento da participação das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte no franchising brasileiro, reforçando a tendência de interiorização das redes de franquias pelo país:

Setor de franquias

Para o presidente da ABF, “esses dados indicam mais uma vez que o franchising tem saído de sua zona de conforto e buscado mercado fora dos grandes centros, especialmente no interior. Isso é positivo para o setor, pois explora melhor o potencial da economia brasileira, dirimindo riscos e ajudando a compensar a dificuldade encontrada em alguns grandes centros”.

Metodologia

A Pesquisa de Desempenho do Franchising referente ao 2º trimestre de 2017 envolveu uma base amostral com redes respondentes que representam cerca de 41% das unidades e 54% do faturamento total do setor.

Envolvendo o mercado como um todo, inclusive não associados, os números do desempenho do setor de franchising são apurados em pesquisa por amostragem, cruzados com levantamentos feitos por entidades representantes de setores correlatos ao sistema de franquias, órgãos de governo, instituições parceiras e de ensino. Auditados por empresa independente, os dados divulgados pela ABF são referência para órgãos governamentais de diversas esferas, entidades internacionais do franchising, como World Franchise Council (WFC), Federação Ibero-americana de Franquias (FIAF) e instituições financeiras.

 

Fonte: abf.com.br

Setor de franquias cresceu 6,8% no 2º trimestre

 

A melhora de alguns indicadores macroeconômicos no Brasil, o pequeno incremento no consumo das famílias e as estratégias de diferenciação das marcas de franquias. Esses são os principais fatores apontados para o crescimento nominal de 6,8% registrado pelo setor de franchising no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. A análise é do presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Altino Cristofoletti, e da gerente de inteligência de mercado da ABF, Vanessa Bretas, que apresentaram ontem a Pesquisa Trimestral de Desempenho do Franchising.

De acordo com o levantamento, enquanto o faturamento de abril a junho do ano passado foi de R$ 35,180 bilhões, este ano, se considerado o mesmo período, foi a R$ 37,565 bilhões. Quanto ao faturamento acumulado dos últimos 12 meses, o estudo revela que o sistema de franquias alcançou crescimento de 8,4%, com avanço da receita de R$ 144,615 bilhões para R$ 156,784 bilhões. Para Cristofoletti, a pequena reação da economia ajuda a explicar o crescimento registrado no último trimestre. Ele destaca a queda da inflação, a expansão do crédito às famílias e o tímido crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “Os R$ 44 bilhões advindos dos saques do FGTS também foram uma injeção importante na economia e impactou nos negócios do franchising”, diz.

Mas o presidente lembra que o crescimento também está diretamente relacionado às estratégias de diferenciação das marcas. Segundo Cristofoletti, o franchising tem apostado na eficiência de seus negócios, buscando melhores processos, capacitando seu time e inovando na forma de entregar seus serviços e produtos. “O Brasil é muito grande e há diversidade em suas regiões. As marcas estão entendendo isso, regionalizando produtos e criando novos modelos que caibam nessa diversidade. Além disso, os empresários estão percebendo que elas não precisam estar só dentro do shopping ou na rua, mas também dentro de uma universidade ou de um hospital, por exemplo”, analisa.

A pesquisa também mostra uma estabilidade no movimento de abertura e fechamento de franquias no Brasil. De acordo com o estudo, houve um aumento de 3,2% no número de pontos de venda abertos no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, o número de pontos de venda fechados cresceu 1,3% nessa mesma base de comparação. Dessa forma, o saldo é positivo de 1,9%.

Expansão interna - O presidente da ABF comenta que, apesar de o setor não registrar grande expansão em número de unidades, o que a associação tem percebido é uma tendência de “expansão interna”. “Há um movimento de franqueados abrindo a segunda, terceira e quarta unidades. Nós os chamamos de multifranqueados e eles são o reflexo de um amadurecimento do mercado. Esse movimento é importante para manter o setor dinâmico”, afirma.

A análise por segmento apontou que “Hotelaria e Turismo” foi o segmento com maior variação de receita trimestral registrada: 10,1% de crescimento. De acordo com Vanessa Bretas, o número positivo está relacionado a um processo de recuperação do segmento que, em 2016, teve uma queda acentuada. Outra área que se destacou por bom desempenho foi “Saúde, Beleza e Bem-Estar”, que saltou 9,4%. O setor, segundo a ABF, “investiu pesado” em outros canais de venda como plataforma on-line e porta em porta, o que pode explicar o crescimento. Na terceira posição do ranking dos destaques positivos está o segmento de “Casa e Construção”, com avanço de 8,6%.

Para o presidente da ABF, os saques do FGTS tiveram uma influência direta nesse segmento, tendo em vista que muitas pessoas usaram esse recurso para reformar e renovar suas casas.

 

Por: Thaíne Belissa

Fonte: diariodocomercio.com

Faturamento de franquias cresce 9,4% no primeiro trimestre, diz associação

O faturamento do setor de franquias cresceu 9,4%, no primeiro trimestre do ano, na comparação com igual período de 2016, segundo balanço da Associação Brasileira de Franchising (ABF). A receita passou de R$ 33,7 bilhões para R$ 36,8 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, o volume de recursos arrecadado com as vendas teve alta de 8,8%.

O presidente da associação, Altino Cristofoletti Junior, disse que os resultados são significativos, se observado o contexto da economia brasileira. “O dado revela que a recuperação do ritmo de crescimento do franchising é gradativa, ainda abaixo de dois dígitos”, disse.

Em relação ao movimento de abertura de lojas, o levantamento mostra um crescimento de 1,3% na comparação com os três primeiros meses do ano passado. Atualmente, o setor de franquias tem 142.673 unidades no país.

O segmento com maior crescimento no período analisado foi hotelaria e turismo, com alta de 31% no faturamento. De acordo com a associação, o resultado representa uma recuperação expressiva, tendo em vista que, no mesmo período de 2016, o setor havia registrado 15% de queda na receita. “A maior estabilidade do dólar e a redução do endividamento das famílias também explicam a significativa expansão”, ressaltou Cristofoletti.

O faturamento relacionado à saúde, beleza e bem-estar registrou o segundo melhor desempenho, com elevação de 17%. O resultado, segundo a associação, é explicado pelo aumento da busca por produtos e serviços do segmento, o crescimento de franquias de clínicas populares, além da diversificação dos canais de vendas das redes de cosméticos. Limpeza e conservação, por sua vez, registraram variação positiva de 16% de janeiro a março.

Em relação à localização das unidades, o percentual de cada modalidade de operação manteve-se estável. Predominam as lojas de rua (65,9%) e de shoppings (23%). Em seguida, estão as unidades no modelo home office (5,3%) e em supermercados (3,6%).

A pesquisa da associação entrevistou cerca de 43% das unidades de franquia, que representam 53% do faturamento total do setor.

 

Por: Redação

Fonte: istoe.com.br

10 erros que (quase) todo empreendedor comete no primeiro negócio

Falhas são inevitáveis no primeiro empreendimento. Mas é possível se preparar para as mais cometidas. Confira quais são elas:

São Paulo – É impossível fazer tudo certo no mundo dos negócios – especialmente se você está pensando no seu primeiro empreendimento.

Mesmo assim, isso não quer dizer que você precise cometer os erros mais básicos: um pouco de capacitação antes de empreender pode evitar muita dor de cabeça.

Por isso, EXAME.com conversou com empreendedores e elencou as principais falhas de quem está entrando nessa carreira. Elas vão desde deixar de elaborar um plano de negócios até desistir no primeiro obstáculo enfrentado.

Quer abrir um negócio próprio? Confira, então, se você comete algum dos erros a seguir:

 

1 — Achar que empreender trará dinheiro rápido

Inspirados por histórias de sucesso, muitos aspirantes a empreendedores acham que ter um negócio próprio é a solução para ganhar dinheiro de forma rápida. Pelo contrário: seu empreendimento pode demorar meses, e até anos, até dar algum lucro.

“Um negócio é sempre pensado em longo prazo. É preciso ter em mente que o caminho é longo, e os desafios serão muitos”, afirma Aleksandar Mandic, sócio-fundador do aplicativo Wi-Fi Magic.

 

2 — Superestimar o crescimento do seu negócio

Outro erro comum é subestimar a concorrência e considerar que sua nova empresa conseguirá uma alta participação de mercado nos primeiros meses de operação, diz Eduardo Peres, CEO da consultoria de finanças corporativas GlobalTrevo.

“Na maioria dos casos, você não conseguirá esse market share: cada ponto percentual será conquistado duramente. É preciso levar em consideração que essa demora poderá afetar o capital de giro da empresa e a necessidade de caixa.”

 

3 — Não saber qual é o seu diferencial

Para não superestimar e subestimar seu empreendimento, é essencial compreender o que seu negócio tem a oferecer de diferente. A partir desse entendimento, será mais fácil abordar consumidores, fornecedores e investidores.

“Muitas empresas erram na hora da abordagem comercial, o que diminui possibilidades. É preciso abordar ressaltando seus diferenciais competitivos”, diz Daniel Mourão, CEO da agência de comunicação BBro.

“Se você não sabe qual seu diferencial, coloque-se no lugar de seu possível consumidor e responda a pergunta ‘Por que eu fecharia com essa empresa e não com outras?’.”

 

4 — Empreender em uma área totalmente desconhecida

Ninguém está pedindo que você seja um mestre no mercado em que você irá atuar logo de cara. Porém, não dá para abrir um empreendimento sem ao menos ter pesquisado mais sobre seu futuro setor.

“Para ser empreendedor, você precisa dominar seu campo de atuação. Saiba o que você irá fazer, como irá fazer, qual seu posicionamento e o que os concorrentes fazem, por exemplo”, aconselha Mandic, do Wi-Fi Magic.

Isso passa pela elaboração de um plano de negócios completo. “Invista tempo em análises de mercado, de concorrência, de precificação e de diferenciais. Com isso, suas chances de erro são reduzidas e seus desafios a enfrentar ficarão mais claros”, complementa Peres, da GlobalTrevo.

 

5 — Esperar que os clientes venham até você

Outro erro diário de muitas empresas iniciantes é não investir em “follow up”, segundo Mourão, da BBro. Ou seja: não fazer um esforço para ter mais uma conversa com o cliente e, assim, fechar negócio.

“As pessoas são bombardeadas por milhares de informações dia a dia. Elas não têm tempo para gerir a quantidade de decisões que precisam tomar”, diz o CEO.

“Por isso, crie estratégias relevantes e inteligentes para esquentar o relacionamento com aqueles que demonstraram interesse em comprar seus produtos ou serviços, mas que ainda não concretizaram a venda. Seus clientes inativos já experimentaram seus produtos e serviços e talvez possam vir a consumir novamente.”

 

6 — Investir rios de dinheiro em qualquer tipo de marketing

Mais uma falha é não investir nada em comunicação, e não conseguir consumidor para comprar seu ótimo produto ou serviço.

Ou, pior ainda: investir muito em uma abordagem de marketing errada, e, assim, comprometer a sobrevivência da sua empresa. Colocar muito dinheiro em qualquer veículo de mídia para qualquer tipo de público não é só uma má estratégia de marketing: também afeta seriamente o caixa do seu negócio.

“Vemos que investimentos elevados em marketing quando a empresa não está preparada para entregar grande quantidade de seus produtos ou serviços costumam drenar recursos financeiros, além de manchar a marca da empresa”, avalia Peres, da GlobalTrevo.

Para não errar, invista em uma estratégia que envolva resultados mensuráveis. “É preciso aferir e calcular os retornos sob seus investimentos em comunicação. Sempre responda esta pergunta: ‘Quais os canais que trazem os volumes de clientes pra você?’”, diz Mourão, da BBro.

 

7 — Ignorar o poder dos buscadores e das redes sociais

Ainda falando sobre marketing, um outro erro é desprezar o poder que buscadores e redes sociais podem ter para impulsionar as vendas do seu negócio, por meio de pouco investimento.

“No momento que você lê essa dica, alguém está em algum mecanismo de busca procurando por um produto ou serviço que você pode oferecer. Esse consumidor tem alta propensão em adquirir o seu produto ou da concorrência”, diz Mourão, da BBro.

“Você possui estratégias de comunicação que acionam os consumidores que estão no estágio de aquisição do seu produto e serviço em mecanismos de busca? Se a resposta for negativa, desenvolva-as agora!”

 

8 — Desconsiderar o capital de giro no seu orçamento

Indo para a parte financeira, o maior erro cometido por empreendedores de primeiro é esquecer do capital de giro: aquele dinheiro reservado para a sobrevivência do negócio enquanto o dinheiro não chega.

“Os empreendedores se preocupam muito com investimentos de longo prazo, como retorno do capital inicial investido. Porém, poucos analisam o capital de giro que será necessário para a nova operação: por exemplo, estoque, impostos, pagamento de salários e prazos de recebimento de clientes e de pagamentos para fornecedores”, elenca Peres, da GlobalTrevo.

 

9 — Deixar de lado o caixa da empresa

Além do capital de giro, é preciso estar atento ao fluxo de caixa diário da empresa: ou seja, seu fluxo de receitas e despesas. No começo do negócio, em que as receitas ainda não são recorrentes, essa é uma tarefa ainda mais importante.

“O controle de caixa, com prazos de pagamentos sempre alongados e manutenção de estrutura enxuta e necessária, é importante para não expor a empresa a dívidas ou até mesmo a interrupção de suas atividades. Já vimos projetos incríveis de startups serem abortados por falta de caixa após meses do início da operação”, diz Peres, da GlobalTrevo.

Mandic, do Wi-Fi Magic, dá uma metáfora para gerenciar uma empresa sem olhar o caixa: é como dirigir sem verificar o tanque de combustível. “Se você é um bom piloto, tem que saber se o carro está abastecido para chegar até o local que você deseja.”

 

10 — Desistir na primeira dificuldade

Por fim, a última falha dos empreendedores iniciantes é desistir do negócio diante do primeiro obstáculo. Quando estiver deprimido, pare e pense: será que esse não é um problema básico, e você está abandonando o projeto apenas por falta de vontade?

“Para empreender, é preciso ter não apenas foco. Entram no conjunto determinação e persistência”, afirma Mandic, do Wi-Fi Magic.

 

Por: Mariana Fonseca

Fonte: Exame.Com